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Políticos dominam encontro na “montanha mágica” de Davos

Putin fez a palestra de abertura do WEF 2009. Keystone

Lula vai com 12 ministros ao Fórum Social Mundial em Belém. E perde uma chance de ouro ao não participar do Fórum Econômico Mundial (WEF), onde foi "a estrela" em 2003.

No evento que começou nesta quarta-feira, em Davos, nos Alpes suíços, os líderes políticos e não gurus do setor financeiro estão no centro das atenções. Países emergentes e a União Européia devem dar o tom nos debates.

Os concorrentes do Brasil no BRIC – Rússia, China e Índia – parecem ter percebido isso a tempo. O primeiro-ministro russo Vladimir Putin fez a palestra de abertura do encontro. Ele advertiu sobre o perigo da “crença cega” de que o Estado pode resolver todos os problemas, lembrando que a economia estatal soviética não era competitiva.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao chegou com uma comitiva de 120 líderes políticos e empresariais. A Índia está presente com três ministros. A África do Sul, outro emergente e membro do G20, trouxe seu presidente e quatro ministros.

Presença fraca do Brasil



O poder público brasileiro é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, que vai promover a candidatura da “cidade maravilhosa” para sediar a Olimpíada de 2016.

Ricardo Villela Marino (do Itaú) e Fernando Madeira (da Terra Networks) são os “jovens líderes globais” brasileiros convidados pelo Fórum de Davos. Ricardo Young Silva, presidente do Instituto Ethos, é o único representante de ONGs brasileiras no WEF. Na lista de líderes econômicos que vão falar no WEF não aparece nenhum brasileiro. A mesma coisa acontece no Open Fórum Davos, evento aberto ao público.

Como os EUA não mandaram nenhum representante do primeiro escalão, fora uma conselheira de Barack Obama, tudo indica que a Rússia, a China e a União Européia – especialmente Angela Merkel e Gordon Brow – dêem o tom nos debates.

“O poder volta aos governos”



O principal objetivo do encontro é encontrar saídas para a crise financeira e econômica mundial. Uma crise produzida, em grande parte, pela elite financeira internacional que anualmente se encontra em Davos.

Este ano o WEF reúne 2.500 participantes – mais da metade (1.400) são líderes empresariais. São eles que financiam o fórum. Mas muitos capitães de multinacionais não vêm. Grandes bancos internacionais reduziram suas delegações e cortaram as luxuosas festas para seus clientes. Festejar em meio à crise, no glamour de Davos, não pegaria bem.

Mas esse é apenas um dos motivos da ausência de estrelas de Wall Street. Fato é que os 43 chefes de Estado e de governo (mais do que o dobro do habitual) e os 36 ministros estarão no centro das atenções. “O pêndulo oscilou e o poder voltou aos governos”, diz Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial.

Continue lendo a análise no Blog Coisas da Suíça: Davos – políticos dominam o encontro na “montanha mágica”Link externo.

swissinfo, Geraldo Hoffmann

O Fórum Econômico Mundial 2009 reúne mais de 2.500 participantes de 96 países, de 28 de janeiro a 1° de fevereiro. O tema principal é “redesenhar o mundo depois da crise”.

Entre as personalidades aguardadas estão Vladimir Putin, Angela Merkel, os primeiros-ministros chinês Wen Jiabao, japonês Taro Aso e britânico Gordon Brown, os ministros franceses Bernard Kouchener e Christine Lagarde, o secretário-geral da ONU, o presidente da Comissão Européia, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e muitos outros.

Na abertura do encontro, o atual presidente suíço, Hans Rudolph Merz, pediu uma mudança de filosofia no sistema econômico e financeiro. Ele denunciou que a vontade de crescimento quantitativo substituiu os valores na economia. “A globalização precisa de valores e regras”, disse.

swissinfo.ch

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