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Suíça não vai cumprir meta de CO2

As indústrias também precisar reduzir seus poluentes.

(swissinfo C Helmle)

Estudo da Politécnica de Zurique (EPFZ) demonstra que as emissões de CO2 na Suíça vão diminuir de apenas 1,3% nos próximos oito anos.

Isso significa queo país não vai cumprir o protocolo de Kyoto, que a Suíça ratificou, e que prevê uma redução de 10% das emissões dióxido de carbono, até 2010.

Os resultados desse estudo aprofundado coordenado pelo Centro de Políticas Energética e Política da Escola Politécnica Federal de Zurique (EFPZ) são duros para a Suíça.

Se as autoridades políticas, os meios econômicos e a população não reagirem, os objetivos fixados pelo Protocolo de Kyoto e da lei suíça sobre o CO2 não serão atingidos.

Esforços em vários setores

Para os autores do estudo, os esforços precisam ser concentrados não somente na política enérgica mas também nos setores da construção civil e dos transportes.

De 1990 a 2001, as emissões de monóxido de carbono (CO2), tiveram uma redução e 1 milhão de toneladas, de acordo com os pesquisadores. Sem novas medidas restritivas, as emissões cairão de apenas 1,3% (meio milhão de toneladas), até 2010.

A lei suíça sobre o CO2 prevê uma redução de 4 milhões de toneladas até a mesma dada. Mais precisamente, uma diminuição de 15% das emissões provocadas por combustíveis fósseis e de 8% das emissões causadas por carburantes. O ano de referência para as reduções é 1990.

Os autores de estudo acreditam que ainda seja possível atingir esses objetivos e, para isso, elaboram duas hipóteses.

A primeira seria manter a taxa atual de 50 fr. a tonelada pelos combustíveis fósseis (CO2) e de 100 fr. para os carburentes (gasolina e diesel).

Uma utilização mais eficiente da energia permitiria atingir três quartos dos objetivos fixados pela lei, segundo os pesquisadors. Nos sistemas de calefação, que existe em todos os prédios e casas, se o óleo for substituido pelo gás natural, isso contribuiria com mais 14% para que lei fosse cumprida.

Da mesma maneira que o clima, a economia também seria beneficiada pelo cumprimento da lei, afirmam os técnicos da EPFZ. Seria um estímulo para o crescimento e novos empregos seriam criados.

Uma nova visão

O estudo calcula ainda que os custos das novas medidas de economia de energia seriam compensados pela redução de outras despesas, como na área de Saúde, por exemplo, provocadas pela poluição.

No fundo, os autores do estudo propõem uma nova visão das políticas energéticas e climáticas e pedem que elas sejam integradas a uma estratégia global de inovação, a longo prazo.

Investir na eficiência energética e dos materiais e utilizar fontes de energia quase neutras para o meio ambiente são as novas perspectivas abertas pelo estudo da EPFZ.

swissinfo e agências.

Fatos

A Suíça quer reduzir suas emissões de CO2 de 10%, até 2010-

Segundo o estudo da Politécnica de Zurique, a redução será de apenas 1,3% nesse período.

Os autores do estudo sugerem dobrar a taxa de 50 para 100 francos a tonelada de CO2.

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