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Um ano da grande inundação

Bristen, no cantão de Uri, foi duramente atingida pelas chuvas em 2005. Keystone

Um ano após um dos temporais mais devastadores da história do país, governo coloca em ação diversas medidas de prevenção contra catástrofes naturais.

Este conteúdo foi publicado em 21. agosto 2006 - 12:05

Uma semana de chuvas torrenciais em agosto de 2005 provocaram a morte de seis pessoas e prejuízos da ordem de 2,5 bilhões de francos.

As regiões mais atingidas, como o cantão de Berna e a Suíça central, já repararam a maior parte dos estragos. Porém a catástrofe deixou cicatrizes nos habitantes, tanto externas como internas.

"A população reage muito mais sensivelmente às previsões meteorológicas do que antes daquele fatídico verão. O medo de uma repetição do drama existe em muitas pessoas. É duro lembrar das casas inundadas, das estradas destruídas e daquelas massas de águas atravessando as cidades", declara Peter Flück, prefeito de Brienz, um pequeno vilarejo localizado na região de montanhas do cantão de Berna.

Reconstrução dolorosa para muitos

Atualmente, a maior parte das localidades atingidas pela chuva já voltaram à normalidade. Os trabalhos de limpeza e reconstrução estão praticamente concluídos. As ruas e estradas danificadas já estão trafegáveis e as estações de tratamento de esgoto funcionando como antes.

Porém os governos tiveram, em alguns casos, de tomar decisões dolorosas para a população. Em Brienz, a prefeitura desalojou oito famílias, cujas casas precisaram ser demolidas para dar mais espaço ao leito do rio Glyssibach.

Em outras regiões, apenas decisões transitórias foram tomadas. No cantão de Obwald, no centro do país, o governo local e a câmara municipal não puderam voltar ao prédio da prefeitura em Sarnen, a capital. Os funcionários públicos trabalham até hoje em instalações improvisadas. Em outro vilarejo, a escola ainda funciona em barracas.

A destruição provocada pelas chuvas deixou traços profundos na agricultura. Os sinais são vistos na erosão e também na grande quantidade de detritos que ainda são encontradas nas áreas afetadas.

Pensar o futuro

As regiões atingidas pelas enchentes esperam terminar até 2007 todos os trabalhos de reconstrução. Ao mesmo tempo, elas também começaram a colocar em prática várias medidas para evitar outras catástrofes ou controlar os efeitos das inundações.

O cantão de Lucerna vai investir 35 milhões de francos até 2012 para melhorar o represamento e reforçar os diques dos rios Emme e Reuss. No cantão de Berna, um dos projetos principais envolve 18 comunas ao longo do rio Aare, entre as cidades de Thun e Berna. Os técnicos acreditam que serão necessários vinte anos para regular o curso do rio que chegou a inundar grande parte da cidade baixa de Berna.

Outras localidades planejam construir galerias de evacuação para a água da chuva. Porém o grande volume de recursos necessários pode representar uma carga financeira excessiva para várias administrações. Nada garante também que, até a finalização dos projetos, não ocorram outras precipitações extremas.

Vários cantões suíços querem sinalizar melhor as áreas de risco. Só o parlamento do cantão da Argóvia já disponibilizou 3,2 milhões de francos para essa missão.

swissinfo com agências

Breves

As inundações ocorridas entre 21 e 24 de agosto de 2005 causaram a morte de seis pessoas. Dezessete cantões foram atingidos pelas fortes chuvas e transbordamentos de vários rios e lagos.

O prejuízo foi estimado em dois bilhões de francos para o setor privado (habitações, empresas, móveis e outros) e 500 milhões para o setor público (estradas, vias férreas e imóveis).

Os maiores prejuízos foram registrados nos cantões de Berna (um bilhão de francos), Uri (500 milhões), Obwald (300 milhões) e Nidwald (110 milhões).

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Fatos

O governo federal decidiu cobrir parte dos prejuízos do setor público com uma contribuição de 251 milhões de francos. O resto da conta será paga pelas comunas e cantões.
A instituição de caridade "Chaîne du bonheur" recolheu doações em dinheiro da ordem de 49,2 milhões de francos. Pouco mais de 10 milhões já foram distribuídos às vítimas.

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