Mais liberdade para o CICV em Timor Leste
A Cruz Vermelha Internacional já pode sair da capital Díli para socorrer os leste-timorenses que voltam a seus vilarejos devastados pela recente guerra civil e genocídio. O CICV avalia necessidades no interior do ex-território português.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) já dispõe de um pouco de liberdade para exercer suas atividades fora de Dili, a capital de Timor Leste. Pode assim avaliar as necessidades mais urgentes dos leste-timorenses que voltam a seus vilarejos destruídos por forças pro-indonésias. O comitê forneceu também os primeiros cuidados médicos à população. As milhares de pessoas que se refugiaram nas montanhas durante o conflito regressam em pequenos grupos às suas casas ou o que restou de suas casas. É o que vem acontecendo nas cidades de Lospalos e Ainaro, quase totalmente destruídas pelas milícias indonésias. Os representantes do CICV assinalam faltar tudo, inclusive alimentos e produtos básicos de higiene. Um outro trabalho consiste em levar os feridos mais graves para um hospital da Cruz Vermelha em Díli.
Por outro lado, foi assinado na quinta-feira um acordo entre o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), com sede em Genebra, e o Governo indonésio no sentido de permitir aos representantes do organismo terem acesso aos acampamentos de refugiados de Timor Oeste. O acordo autoriza o ACNUR a organizar repatriamento dos refugiados que queiram voltar à parte Leste da ilha de Timor.
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