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Índia apoia uso profilático de hidroxicloroquina para COVID-19

(Arquivo) Autoridades biomédicas indianas voltam a usar hidroxicloroquina como tratamento profilático para COVID-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. maio 2020 - 19:28
(AFP)

O principal órgão de pesquisa biomédica da Índia apoiou nesta terça-feira (26) o uso da hidroxicloroquina como medida profilática contra o novo coronavírus, depois que a OMS suspendeu os ensaios clínicos do medicamento por questões de segurança.

A autorização do Conselho Indiano de Pesquisa Médica surgiu uma semana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que estava fazendo uso do medicamento como medida preventiva.

Estudos empíricos e de controle de casos na Índia mostraram que "não houve grandes efeitos colaterais" com a ingestão do medicamento de forma profilática, segundo o diretor-geral do conselho, Balram Bhargava.

No entanto, foram notados casos de náusea, vômito e palpitações cardíacas.

Na semana passada, o conselho indiano expandiu suas pesquisas para o uso da hidroxicloroquina como medida preventiva.

Segundo o órgão, todos os profissionais da saúde dos hospitais e alguns funcionários da linha de frente agora poderão tomar o medicamento de forma profilática por várias semanas sob rigorosa supervisão médica.

"Recomendamos que a profilaxia continue porque não há danos. Podem existir benefícios", ressaltou Bhargava.

Ele acrescentou que, quando o conselho avaliou os riscos e benefícios do medicamento, optou por "não negá-lo aos nossos funcionários da linha de frente e aos profissionais de saúde".

No entanto, ressaltou que o equipamento de proteção individual ainda deve ser usado.

As diretrizes anteriores do conselho indiano para o uso da hidroxicloroquina era permitido somente aos profissionais da saúde assintomáticos que cuidassem de pacientes suspeitos ou confirmados, além de casos nos quais tivessem contatos domiciliares com pacientes confirmados.

Na segunda-feira, a OMS anunciou a interrupção dos testes desse medicamento como tratamento para a COVID-19, após estudos questionarem sua segurança, acrescentando ter descoberto que o remédio realmente aumentava o risco de morte.

De acordo com as diretrizes clínicas da Índia para o tratamento do novo coronavírus, a hidroxicloroquina pode ser administrada, mas apenas para pacientes "em estado grave e em tratamento em UTI".

A Índia - que responde por 70% da produção global da hidroxicloroquina - registrou até esta terça 145.380 casos de COVID-19, e totaliza 4.167 mortes.

O país aumentou a produção desse medicamento em meio à crescente demanda, após Trump incentivar o uso da hidroxicloroquina como um tratamento potencial para combater o vírus.

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