Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, visita o antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em 18 de novembro de 2013

(afp_tickers)

Os guardas do museu do antigo campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau prenderam um alemão de 47 anos que teria roubado objetos que pertenceram às vítimas deste campo criado pelos nazistas no sul da Polônia, indicou o museu nesta quarta-feira.

No momento da detenção, terça-feira à tarde, o homem estava de posse de uma dúzia de itens, incluindo um garfo, uma tesoura e pedaços de peças de porcelana retirados da parte onde são exibidos os itens pessoais confiscados pelos nazistas.

"O homem, um professor de Berlim, disse aos promotores que queria mostrar esses objetos para os seus alunos que realizavam um projeto de estudos sobre o Holocausto", disse à AFP o procurador da cidade de Oswiecim (sul), Mariusz Slomka.

O promotor confirmou a libertação do homem, "que se declarou culpado e aceitou de bom grado uma pena de prisão com suspensão de condenação e multa."

O roubo mais espetacular neste campo de concentração ocorreu em dezembro de 2009, quando retiraram a inscrição de metal original "Arbeit macht frei (O trabalho vos libertará).

O ex-líder neonazista sueco Anders Högström, de 34 anos, foi condenado a 2 anos e 8 meses de prisão como instigador deste ato.

Em Auschwitz-Birkenau, um milhão de judeus, 75.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos e 15.000 de outras nacionalidades, foram mortos sob o regime nazista, de acordo com o museu.

AFP