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Alta de casos da COVID-19 deixa sistema de saúde em alerta na Argentina

O presidente argentino, Alberto Fernández, em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. julho 2020 - 17:51
(AFP)

O aumento no número de casos e mortes pela COVID-19 nesta semana na Argentina deixou as autoridades em alerta sobre a capacidade de atendimento do sistema de saúde, principalmente em Buenos Aires e sua periferia, onde estão 90% dos casos notificados.

A Argentina registrou cerca de cem mortes diárias desde a segunda-feira, quase o dobro da média da semana anterior.

Os casos positivos também cresceram na média diária de 3.800 na última semana até alcançar um recorde de 6.127 nesta quinta-feira.

"A tendência não nos faz pensar que isso vai melhorar", admitiu o vice-ministro da Saúde da província de Buenos Aires, Nicolás Kreplak.

"Esses números que estamos verificando são alarmantes, não podemos continuar com essa taxa de crescimento", ressaltou Kreplak em diálogo com a rádio Futurock.

Por sua vez, o chefe de assessores da pasta provincial de saúde, Enio García, garantiu que no sistema público de saúde "há instituições saturadas, mas ainda há espaço".

O último relatório epidemiológico do Ministério da Saúde detalhou que a ocupação de leitos em terapia intensiva chega a 55,4% em todo o território, e 64% na região metropolitana de Buenos Aires.

No entanto, no sistema privado a ocupação "atinge 90% de sua capacidade de atendimento no apartamento e 80% nas unidades de terapia intensiva", relatou Claudio Belocopitt, presidente da União Argentina de Entidades Privadas de Saúde.

"A tendência das últimas semanas apresenta um alerta laranja. Se isso continuar, não há dúvida de que o sistema sofrerá", alertou Belocopitt na última quarta, em uma conferência virtual com a imprensa estrangeira.

Segundo Belocopitt, o sistema privado de saúde atende 70% da população, cerca de 30 milhões de pessoas.

Até agora, a Argentina, país de 44 milhões de habitantes, registrou 148.014 casos da COVID-19, com 2.702 mortos e 62.815 recuperados.

O aumento dos casos ocorre após duas semanas de reforço do confinamento na região metropolitana de Buenos Aires, que começou relaxar as medidas de isolamento na última segunda-feira, com uma abertura gradual de atividades até 2 de agosto.

O confinamento geral foi imposto no país em 20 de março e, desde então, as medidas de proteção vem diminuindo em quase todo o território, especialmente nas províncias com poucos casos.

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