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Argentina registra recorde de 113 mortes por COVID-19 em um dia

Mulher corre com máscara no queixo em Buenos Aires, 20 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2020 - 00:43
(AFP)

A Argentina registrou nesta segunda-feira (20) 113 mortes pelo novo coronavírus, o maior número de óbitos em um dia desde o início da pandemia, que soma 2.373 vítimas fatais em um total de 130.761 casos no país, reportaram as autoridades.

O recorde de falecidos ocorre no primeiro dia de uma nova flexibilização do confinamento obrigatório na capital e sua periferia, após duas semanas de um isolamento estrito que tentou conter a onda exponencial de contágios.

O recorde anterior em um dia foi de 75 falecidos em 6 de julho.

A capital e sua populosa periferia, a região metropolitana de Buenos Aires (AMBA), onde vivem 14 milhões dos 44 milhões de argentinos, concentra quase 90% dos casos de COVID-19.

A região esteve sob uma quarentena estrita determinada pelo governo entre 1 e 17 de julho. Apesar de os casos continuarem em ascensão, decidiu-se pela flexibilização, devido ao cansaço dos moradores e para reativar uma economia combalida por dois anos de recessão, agravada por quatro meses de isolamento social.

O último boletim epidemiológico registrou que 853 pessoas permanecem internadas em unidades de terapia intensiva. A AMB tem uma taxa de ocupação hospitalar de 65%.

O governo do presidente Alberto Fernández impôs a restrição das atividades em 20 de março, mas desde então a maioria das províncias flexibilizou o isolamento social, mas com idas e vindas, segundo a evolução dos contágios.

O Executivo reiterou que decretar uma quarentena precoce "permitiu salvar vidas", porque achatou a curva de contágios e deu tempo para reforçar a infraestrutura sanitária.

Os efeitos econômicos da paralisação das atividades em um país com um terço da população na pobreza têm sido compensadas em parte por uma bateria de medidas de ajuda social, pagamento de salário a pessoas físicas, créditos suaves e suspensão dos impostos em outras.

A crescente necessidade econômica e o cansaço levou muitos a violar as restrições.

No domingo, em um dia de primavera em pleno inverno no hemisfério sul, praças e passeios públicos de Buenos Aires ficaram lotados, apesar de só estarem autorizadas saídas restritas de crianças acompanhadas dos pais.

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