Navigation

Ataque cibernético contra o Twitter foi obra de um grupo de jovens

Logo do Twitter afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. julho 2020 - 02:31
(AFP)

Os hackers envolvidos no sequestro de contas de alto perfil no Twitter eram jovens amigos sem vínculos com o crime organizado, informou nesta sexta-feira (17) o jornal The New York Times.

O ataque, que tanto o Twitter como a polícia federal estão investigando, começou com uma mensagem entre hackers na plataforma digital Discord, um serviço de troca de mensagens e comunicação de voz popularizado por jogadores de videogames, segundo o Times.

O jornal afirmou ter entrevistado quatro pessoas que participaram do ataque e que compartilharam capturas de telas para mostrar o ocorrido.

"As entrevistas indicam que o ataque não foi obra de um país, como a Rússia, ou de um grupo sofisticado de hackers", explicou o Times.

"Na verdade, foi feito por um grupo de jovens, um dos quais diz viver em casa com a mãe, que se conheceram devido à obsessão por possuir nomes incomuns nas redes, geralmente formados por somente uma letra ou número, como @y ou @6".

O ataque em massa a contas de usuários de alto perfil, desde Elon Musck a Joe Biden, gerou dúvidas sobre a segurança do Twitter, uma rede que serve de plataforma para os políticos americanos antes das eleições presidenciais de novembro.

"De acordo com o que sabemos até este momento, aproximadamente 130 contas foram atacadas pelos Hackers", declarou o Twitter.

"Os hackers puderam assumir o controle de um pequeno subconjunto destas contas e em seguida enviaram tuítes partindo delas".

Através das contas oficiais de empresas como Apple e Uber ou de personalidades como Kanye West, Bill Gates e Barack Obama, os hackers tentaram enganar os seguidores para que enviassem dinheiro em forma de bitcoins, uma moeda virtual.

O Twitter explicou que parecia tratar-se de "um ataque tecnológico coordenado por indivíduos que atacaram com êxito alguns de nossos funcionários que tinham acesso a nossos sistemas e ferramentas internos".

Os textos, rapidamente apagados, pediam aos seguidores para que enviassem a um endereço eletrônico específico 1.000 dólares em bitcoins, com a promessa de que cada doador receberia a quantia doada em dobro.

O site Blockchain.com, que monitora as transações em criptomoedas, afirmou que 12,58 bitcoins, equivalentes a 116.000 dólares, foram enviados ao endereço de e-mail mencionado nos tuítes da fraude.

Segundo os hackers entrevistados pelo Times, um usuário misterioso chamado "Kirk" iniciou o esquema com uma mensagem e foi quem teve acesso às contas.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.