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Autoridades implantam toque de recolher em Havana para conter novo surto de coronavírus

(26 ago) Praia vazia em Havana afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. agosto 2020 - 01:22
(AFP)

A cidade de Havana, último foco da Covid-19 em Cuba, ficará sob toque de recolher por 15 dias, medida com a qual as autoridades tentam conter um novo surto na capital.

"Determinou-se a proibição da mobilidade de pessoas e veículos no horário compreendido entre 19h e 5h", informou nesta quinta-feira à TV estatal o governador de Havana, Reinaldo García Zapata.

A medida, que irá vigorar de 1º a 15 de setembro, também restringe o atendimento nos mercados até as 16h e a presença de adultos e crianças em parques e centros de lazer. O número de policiais nas ruas irá aumentar e serão controladas com rigor as entradas e saídas da cidade.

Com 11,2 milhões de habitantes, Cuba conseguiu manter sob controle o novo coronavírus, com 3.806 infectados e 92 mortos registrados até ontem, uma situação favorável frente a vários de seus vizinhos. Deste total, mais de 1,2 mil casos ocorreram no último mês, após o novo surto em Havana.

A capital teve que retomar o confinamento enquanto a maior parte do país caminha para a normalidade. O transporte público foi interrompido e a circulação de veículos particulares está restrita.

"Estamos diante de um novo surto. O que aconteceu em abril está acontecendo agora, em agosto. Uma transmissão intensa, com uma média de 52 casos por dia", informou José Raúl de Armas Fernández, representante do Ministério da Saúde.

Cuba mantém as fronteiras fechadas desde março, o que golpeou sua já frágil economia, que tem no turismo um de seus principais motores.

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