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BID pede continuidade de obras na América Latina apesar da corrupção

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, em 24 de setembro em Nova York afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. novembro 2018 - 20:09
(AFP)

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, pediu nesta terça-feira (20) para os governos latino-americanos não interromperem obras de infraestrutura, apesar das acusações de corrupção contra diversas empresas.

Moreno afirmou que, na América Latina, diversas investigações acerca de pagamento de propinas por parte de construtoras levaram os investimentos em infraestrutura e obras públicas a pararem.

"Isso é grave porque sem dúvida precisamos modernizar nossa infraestrutura para crescer e nos desenvolver mais e ter mais produtividade", acrescentou Moreno durante um fórum no Panamá sobre corrupção em infraestruturas.

Para ele, a região precisa investir 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, mas nas últimas décadas alcançou apenas metade deste percentual, uma situação que é agravada pelo interrompimento de projetos.

Segundo o BID, na Colômbia estima-se que o atraso na execução de obras pode custar US$ 1 bilhão em quatro anos. Já no Brasil, os projetos paralisados por irregularidades totalizaram US$ 27 bilhões.

No Peru, o governo calcula US$ 9 bilhões em obras pendentes de execução.

Moreno afirmou que "a corrupção não deve ser rentável", mas "o problema é que a anulação dos contratos traz consigo um enorme efeito cascata, que castiga justos e pecadores".

Para evitar o cancelamento de obras e demissões de trabalhadores, ele propõe buscar "respostas complementares à anulação que castiguem os corruptos, mas que também permitam a continuação das obras".

Entre as medidas possíveis está a de separar a parte afetada dos contratos, condicionar a participação de licitações públicas à adesão a códigos de conduta, implementar sistemas pesados de multas, nomear administradores externos a empresas ou inabilitação.

"Claro, isso não é uma tarefa simples" porque "por um lado, temos o imperativo de lutar de braços dados contra a corrupção", mas, "ao mesmo tempo em que lutamos contra essa injustiça, temos a obrigação de não gerar mais custos e problemas" para a sociedade ", disse Moreno.

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