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Blackwater teria ameaçado matar investigador dos EUA no Iraque

Membros de empresa de segurança privada em Bagdá, em 18 de setembro de 2007. Quatro ex-funcionários da Blackwater atualmente estão submetidos a um julgamento em um tribunal dos Estados Unidos. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. junho 2014 - 13:08
(AFP)

O gerente no Iraque da companhia particular de segurança americana Blackwater ameaçou matar um funcionário do departamento de Estado que investigava as ações da empresa, informou nesta segunda-feira o jornal The New York Times.

O jornal, que cita um memorando interno do Departamento de Estado, indicou que a ameaça ocorreu poucas semanas antes de guardas da Blackwater matarem 17 civis iraquianos no dia 16 de setembro de 2007 na praça Nisour de Bagdá.

No entanto, os funcionários da embaixada de Washington em Bagdá se uniram à Blackwater, ordenando a saída dos investigadores, acrescentou.

Quatro ex-funcionários da Blackwater atualmente estão submetidos a um julgamento em um tribunal dos Estados Unidos por aquelas mortes.

O massacre, visto como um exemplo da impunidade que as empresas privadas de segurança contratadas pelos Estados Unidos no Iraque gozavam, exacerbaram o ressentimento iraquiano com relação aos americanos.

O chefe da equipe de investigadores do departamento de Estado, Jena Richter, advertiu em um memorando, de 31 de agosto de 2007, que a pouca supervisão sobre a companhia, que tinha um contrato de 1 bilhão de dólares para proteger os diplomatas americanos, havia criado "um ambiente cheio de negligência".

Os guardas da Blackwater "se consideravam acima da lei", indicou Richter de acordo com o Times, que publica o link http://www.nytimes.com/interactive/2014/06/30/us/30blackwater-documents.html para ver o documento.

Segundo o memorando, Daniel Carroll, o gerente da Blackwater no Iraque, disse a Richter durante uma discussão que "poderia me matar naquele mesmo instante e que ninguém poderia fazer nada a respeito porque estávamos no Iraque".

Richter escreveu: "Levei muito a sério a ameaça do Sr. Carroll. Estávamos em uma zona de combate onde as coisas poderiam ocorrer de forma bastante inesperada, especialmente quando estão envolvidos impactos potencialmente negativos para um lucrativo contrato de segurança".

Um colega do departamento de Estado que presenciou a discussão corroborou o relatório de Richter em uma declaração separada.

Desde então, a Blackwater - cuja licença para operar no Iraque foi revogada por Bagdá - foi nomeada com frequência depois de se fundir com uma empresa rival e agora é chamada Constellis Holdings.

O Departamento de Estado cancelou seu contrato com a companhia pouco depois de o presidente Barack Obama assumir o governo, em janeiro de 2009.

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