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Bolívia flexibiliza quarentena, mas mantém fronteiras fechadas

Agentes de saúde realizam varredura epidemiológica, visitando casa por casa em La Paz, no dia 21 de agosto de 2020, a fim de detectar casos de COVID-19 e poder tratá-los em suas residências para evitar o colapso do sistema de saúde. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. agosto 2020 - 20:55
(AFP)

O governo boliviano anunciou nesta sexta-feira (28) o relaxamento da quarentena nacional pela covid-19 a partir de terça-feira, mas que manterá as fronteiras fechadas com exceções.

"A partir de 1º de setembro de 2020, começa a fase de pós-confinamento, estabelecendo medidas de vigilância comunitária ativa dos casos de coronavírus", afirmou um decreto assinado pela presidente interina Jeanine Áñez e seus ministros.

O governo impôs a quarentena em março, quando começaram a ser registrados os primeiros casos de coronavírus no país, que até hoje infectaram mais de 113.100pessoas e deixaram quase 4,8 mil mortos, em uma população de 11 milhões de habitantes.

Em 1º de junho, foi iniciada uma quarentena flexível decretadas pelas regiões.

Durante o mês de setembro, serão mantidos "o fechamento das fronteiras terrestres, fluviais e lacustres" e a "suspensão de manifestações públicas, atividades culturais, esportivas, festivas, políticas e todos os tipos de encontros que gerem aglomeração de pessoas", diz o decreto.

O espaço aéreo permanecerá fechado, exceto para bolivianos que retornam ao país e diplomatas, que devem atestar que não estão com covid-19.

Durante a fase de pós-confinamento o governo vai permitir a circulação de pessoas e veículos das 5h às 20h e aos sábados das 5h às 16h locais.

Até agora a movimentação estava proibida nos finais de semana e de segunda a sexta-feira a restrição vigorava a partir das 18h.

A presidente Jeanine Áñez justificou o novo decreto, embora tenha alertado que "sempre há a possibilidade" de que as infecções aumentem.

"As pessoas precisam trabalhar", disse a presidente, porque se as pessoas não tiveram problemas "pelo coronavírus, terão pelo coronafome".

As projeções oficiais ainda indicam que a covid-19 pode atingir seu pico na Bolívia entre setembro e novembro, em meio às eleições gerais de 18 de outubro.

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