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Bolívia reativa clínica para pacientes com COVID-19 que era operada por Cuba

Homem vende máscaras em um mercado aberto em La Paz, em 26 de junho de 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. julho 2020 - 01:03
(AFP)

Para atender pacientes com COVID-19, a Bolívia vai reativar uma clínica que foi administrada por Cuba e depois ocupada pelo governo de direita instalado após a renúncia do presidente Evo Morales em 2019.

O estabelecimento, localizado no bairro de Achumani, em La Paz, foi inspecionado nesta terça-feira (21) pelos ministros do Governo, Arturo Murillo, e de Saúde interino, Fernando López, acompanhados por jornalistas.

Questionado se o hospital, que tem cerca de 40 leitos, é de propriedade da Bolívia ou de Cuba, Murillo respondeu que "isso é o de menos", pois o mais importante é que vidas sejam salvas. "O que estava a serviço do fugitivo Evo Morales, apenas ele e seu grupo terrorista narcocorrupto, a partir da próxima semana, estará a serviço do povo", disse. Segundo López, a presidente interina Jeanine Áñez quer que a clínica "volte a operar em dez dias no máximo".

A Bolívia, que tem 11 milhões de habitantes, registra até o momento mais de 60 mil infectados e 2.200 mortos pelo novo coronavírus.

Aberta no início do mandato de Morales (2006-2019), a clínica foi ocupada pelo governo de transição depois que Áñez assumiu o poder e estava sem funcionar.

Antes, recebia médicos e residentes cubanos, além de alguns bolivianos ligados a Cuba. Morales, que se refugiou no México e na Argentina, foi operado duas vezes no local: em 2009, por um desvio do septo nasal, e em 2018, para remover um tumor na garganta.

Após a renúncia de Morales, em novembro de 2019, La Paz rompeu relações com Havana em janeiro deste ano. Eles expulsaram diplomatas cubanos alegando "hostilidade permanente e constantes afrontas de Cuba contra o governo boliviano e seu processo democrático", de acordo com o então ministro da Presidência, Yerko Núñez.

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