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Bolsonaro se reúne com simpatizantes em Brasília após testar negativo para o coronavírus

(Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro mostra uma caixa de hidroxicloroquina a seus seguidores do lado de fora do Palácio da Alvorada, em Brasília, em 23 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2020 - 17:43
(AFP)

O presidente Jair Bolsonaro fez um passeio por Brasília e se reencontrou com simpatizantes após anunciar neste sábado (25) que testou negativo para o novo coronavírus.

Bolsonaro estava confinado desde 7 de julho.

"RT-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos", escreveu em suas redes sociais, junto a uma foto sua sorrindo e segurando uma caixa de hidroxicloroquina durante seu café da manhã.

O governante, de 65 anos, não contou quando foi feito o exame RT-PCR, que detecta o vírus mediante a análise das secreções nasais.

Depois do anúncio, Bolsonaro saiu para passear de motocicleta por Brasília e visitou alguns locais comerciais, causando pequenas aglomerações de pessoas que se aproximaram para saudá-lo, reportou a imprensa local.

"Não senti nada, nem no início. Se não me dissessem, não teria feito o teste, nem eu saberia que estava infectado com o vírus", disse o presidente.

Em seu retorno à residência oficial, o Palácio da Alvorada, o presidente - de máscara, mas sem manter uma distância adequada - aproveitou para tirar fotos com um grupo de simpatizantes que se mostraram felizes com sua recuperação.

- Confinamento "horrível" -

O mandatário, que chamou a COVID-19 de "gripezinha", garantiu que, pouco depois de seu diagnóstico, começou a tomar hidroxicloroquina. Ele defende o uso deste medicamento contra o coronavírus, embora sua eficácia não tenha sido comprovada cientificamente.

"Me sinto muito bem", apesar de "um pouco agoniado de estar trancado em uma sala", disse ele na quinta-feira em uma live no Facebook.

Bolsonaro chegou a dizer que o confinamento era "horrível" e que não aguentava mais.

Cético quanto ao distanciamento social aplicado em vários estados, o presidente permaneceu cerca de 20 dias cumprindo uma agenda remota no Palácio da Alvorada. Nesse período, foi submetido a outros três exames para COVID-19, que testaram positivo.

Mesmo tendo de cumprir um confinamento, o presidente foi visto neste mesmo dia passeando de moto e conversando sem máscara com funcionários na parte externa de sua residência oficial, segundo fotografias que circularam na imprensa brasileira.

- Cresce a popularidade -

Apesar de sua polêmica gestão da pandemia no país, três pesquisas nesta semana mostraram um crescimento acentuado de sua popularidade, apontando-o como favorito para as eleições de 2022.

Uma pesquisa publicada na sexta-feira pela revista Veja colocou Bolsonaro à frente de outros candidatos no primeiro turno, em uma hipotética disputa eleitoral. Ele teria de 27,5% a 30,7% das intenções de voto, a depender dos cenários.

De acordo com o portal Poder360, a aprovação de Jair Bolsonaro subiu de 40%, há duas semanas, para 43%, e o índice de desaprovação caiu ligeiramente: de 47% para 46%.

O Brasil é o país mais afetado pela pandemia na América Latina, e o segundo, no mundo, com 2,3 milhões de pessoas infectadas e mais 85 mil mortes, de acordo com dados oficiais.

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