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Chefe da Polícia chilena renuncia após policiais balearem dois menores

Policiais aposentados protestam em frente ao Comando Geral dos Carabineros no Chile para pedir a renúncia do chefe da instituição Mario Rozas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. novembro 2020 - 13:02
(AFP)

O questionado chefe da Polícia chilena, Mario Rozas, renunciou nesta quinta-feira (19) depois que dois menores de idade foram baleados em uma operação policial, o que causou um repúdio generalizado e somou-se a uma série de denúncias por abusos policiais no país.

"Na manhã de hoje (quinta-feira) o general diretor dos Carabineros, Mario Rozas, apresentou sua renúncia ao cargo, e me deu suas razões e seus argumentos; eu compartilho as razões e argumentos e, consequentemente, aceitei sua renúncia", disse o presidente Sebastián Piñera, em um discurso no palácio do Governo.

Rozas, cuja renúncia era exigida pela oposição há meses após denúncias de violações dos direitos humanos em meio à repressão aos recentes protestos sociais, deixou o cargo após o grave incidente ocorrido na quarta-feira em uma residência do Serviço Nacional de Menores (Sename) de Talcahuano (sul).

Neste local, agentes policiais balearam na perna dois menores, de 17 e 14 anos, após serem chamados para controlar um menino que estava "desequilibrado".

De acordo com a versão policial, os policiais abriram fogo após serem atacados com pedras e paus.

As imagens dos dois meninos no chão, chorando e feridos, provocaram o repúdio generalizado e a renúncia de Rozas, quem há apenas uma semana havia sido ratificado em seu cargo por Piñera.

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