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Chefe de segurança da Cidade do México sobrevive a ataque e acusa narcotraficantes

Familiares de mulher que morreu enquanto passava pelo local do ataque se consolam na cena do crime, na Cidade do México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2020 - 18:13
(AFP)

O secretário de Segurança Pública da Cidade do México, Omar García Harfuch, sobreviveu nesta sexta-feira (26) a um ataque de dezenas de pistoleiros na capital, no qual morreram três pessoas, e culpou um poderoso cartel do narcotráfico.

O funcionário, que levou três tiros e está fora de perigo, culpou o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), um dos mais violentos e com maior presença operacional no México, segundo as autoridades.

"Nesta manhã, fomos covardemente atacados pelo CJNG, dois companheiros e amigos meus perderam a vida, tenho três ferimentos de bala e vários estilhaços", escreveu García Harfuch, de 38 anos, em sua conta do Twitter.

"Nossa nação deve continuar enfrentando o covarde crime organizado. Continuaremos trabalhando", acrescentou o secretário.

Sem mencionar nenhum grupo específico, o presidente Andrés Manuel López Obrador afirmou que o ataque tem a ver, "sem dúvida", com o trabalho das instituições de segurança na capital e em todo o país.

Câmeras de segurança captaram o momento em que um caminhão estacionou no meio do Paseo de la Reforma, na luxuosa região de Lomas de Chapultepec. De seu interior, cerca de vinte indivíduos aguardavam com grandes armas para a emboscada.

Outros ficaram em cima do veículo, de onde se organizavam e apontavam aparentemente à espera de García Harfuch, segundo as imagens divulgadas pelo canal Televisa.

- Peça chave contra o crime -

A prefeita da capital, Claudia Sheinbaum, confirmou em coletiva de imprensa a morte de dois guarda-costas e uma mulher que passava de carro pelo local quando ocorreu o ataque, por volta das 06H35 locais (08h35 Brasília).

Sheinbaum anunciou a prisão de 12 suspeitos e destacou que armas de guerra foram usadas no ataque.

Ela acrescentou que, no momento, não tem informações de que García Harfuch ou qualquer outro membro de sua equipe de governo tenha recebido ameaças.

A prefeita lembrou que o secretário participou em "prisões importantes do crime organizado".

Como chefe da agência de investigação criminal do Ministério Público, García Harfuch foi fundamental para capturar líderes do crime organizado.

Na Zona Metropolitana do Vale do México, composta pela capital e sua vasta conurbação, operam cerca de seis grupos do crime organizado, incluindo o CJNG, conforme relatado na quinta-feira pelo secretário de Defesa Nacional, Luis Crescencio Sandoval.

Desde dezembro de 2006, quando o governo lançou uma operação militar antidrogas, até maio passado, foram registrados 290.474 assassinatos, de acordo com dados oficiais, que não detalham quantos desses casos estariam relacionados à criminalidade.

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