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Chegam à Venezuela 90 toneladas de doações da ONU para enfrentar pandemia de COVID-19

Várias pessoas com máscaras caminham pelo bairro de Petare, em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. abril 2020 - 22:29
(AFP)

Um avião enviado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com 90 toneladas de donativos chegou nesta quarta-feira à Venezuela para ajudar a combater a propagação do novo coronavírus, que teve 167 casos confirmados e nove mortos no país.

O carregamento inclui "28.000 equipamentos de proteção pessoal para os trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente da pandemia, concentradores de oxigênio, camas pediátricas, produtos para o controle da qualidade da água e kits de higiene", entre outros elementos para enfrentar a pandemia da COVID-19, indicou em comunicado o escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Trata-se do primeiro "envio humanitário" da ONU ao país petroleiro desde que começou a pandemia, em um "esforço conjunto" dos fundos das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a População (UNFPA), e a Organização Panamericana e a Organização Mundial da Saúde (OPAS e OMS, respectivamente), acrescentou o documento.

As doações serão destinadas "inicialmente a 14 hospitais (...), assim como a 50 clínicas ambulatoriais e centros de desenvolvimento infantil", detalhou Herve Ludovic de Lys, representante da UNICEF na Venezuela.

Segundo o texto, a ONU e seus sócios estão solicitando US$ 61 milhões como parte de uma "resposta humanitária" de prevenção e atenção do novo coronavírus no país caribenho.

A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez expressou sua "profunda gratidão" às Nações Unidas pelas doações, em um discurso televisionado do Aeroporto Internacional Maiquetía, que serve Caracas.

Como parte das doações, a Venezuela recebeu vacinas contra poliomielite e tuberculose, disse Rodríguez, sem especificar quantas, relatando também a chegada de 20.000 kits de testes de PCR da Rússia, que se juntam a doações de países como a China.

Entre as medidas para evitar a transmissão do vírus, o governo decretou há quase um mês uma quarentena nacional, suspendendo atividades de trabalho e escolares, assim como voos nacionais e internacionais, com exceção dos voos de carga.

A pandemia chegou à Venezuela com sua economia devastada e seus serviços públicos colapsados, uma crise que impulsionou o êxodo de cerca de 4,9 milhões de venezuelanos desde o final de 2015, segundo a ONU.

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