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Chile começa a entregar na segunda-feira 'carnê de alta' do coronavírus

Agente de segurança toma a temperatura de um homem usando máscara na comuna de Del Bosque, Santiago, 15 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. abril 2020 - 19:29
(AFP)

O Chile vai começar a entregar na segunda-feira (16) um "Carnê Covid" para pacientes recuperados da doença e com "altíssima probabilidade" de não voltar a se reinfectar, informou nesta quinta-feira (16) o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.

"O 'Carnê Covid' é um instrumento que identifica as pessoas que muito provavelmente são imunes", disse o ministro em coletiva de imprensa, ao anunciar a entrega do documento, que será feita nas formas digital e presencial. O anúncio ocorre enquanto o país registra 8.807 infectados e 105 falecidos pelo novo coronavírus.

O carnê será entregue a pacientes que tiveram infecção confirmada pelo vírus por exame PCR e que completaram 14 dias sem sintomas, também para pessoas hospitalizadas e que no momento da alta não tinham sintomas.

Os pacientes com comorbidades que superaram o novo coronavírus, como por exemplo doentes com câncer, receberão o carnê um mês depois do início dos sintomas, explicou Mañalich.

Quem tiver tido contato próximo com infectados e não desenvolver sintomas terá que certificar mediante um exame de imunoglobulina (IGG), enquanto trabalhadores da saúde que tiverem tratado de pacientes com COVID-19 serão submetidos a exames a cada 15 dias.

Desta forma, ao pessoal sanitário se poderá "definir se têm anticorpos" e apesar de não apresentarem sintomas, "tiveram a doença e estão se recuperando".

"O requerimento para receber o carnê será muito estrito", acrescenta Mañalich.

A respeito das dúvidas sobre casos reportados no mundo de pacientes que se reinfectaram, o ministro esclareceu que ainda são poucos.

"Pode haver muito poucos casos nos quais efetivamente a pessoa possa se reinfectar, mas à luz das evidências que temos hoje em dia, o que podemos dizer é que a imunidade que a infecção por coronavírus produz dura muito tempo, pelo menos, no mínimo que possamos projetar é um ano".

A entrega do carnê será centralizada, verificando a informação de cada paciente nos registros epidemiológicos, enquanto os portadores deste documento ficarão de cumprir qualquer tipo de quarentena ou restrição, informaram fontes do ministério da Saúde à AFP.

As autoridades anunciaram, ainda, nesta quinta o uso obrigatório de máscaras faciais em todo espaço público.

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