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Cidade do México registra excesso de mortalidade associada à covid-19

Vista geral do desfile militar do Dia da Independência na Praça Zócalo da Cidade do México, 16 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. setembro 2020 - 03:01
(AFP)

A Cidade do México registrou de janeiro a agosto 30.462 mortes acima do esperado pelas autoridades, a maioria dos óbitos associada à pandemia da covid-19, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira (16) pelo governo local.

O número é superior às 9.087 mortes pela pandemia registradas pela Secretaria de Saúde na capital mexicana até esta quarta-feira, dado oriundo dos casos com um teste em laboratório positivo para covid-19 ou de óbitos que ocorreram em hospitais.

A discrepância entre os dois números se deve ao fato de os dados divulgados pelo governo local serem provenientes das certidões de óbito registradas na capital e que consideram, por exemplo, os óbitos ocorridos em domicílios.

O número também superou a média de certidões de óbito registradas em anos anteriores na capital.

O relatório detalha que essa fonte de informação é usada porque os testes da covid-19 não são realizados em todas as mortes e que os óbitos que ocorrem fora dos hospitais são dificilmente registrados pelo sistema de vigilância epidemiológica usado pelo governo federal.

As autoridades locais explicaram que o relatório busca "estimar a magnitude das mortes que ocorreram direta ou indiretamente devido à pandemia SARS-COV-2 na Cidade do México", onde vivem quase nove milhões de pessoas.

O relatório explicou que o excesso de mortalidade "deve-se principalmente a doenças respiratórias agudas associadas ao SARS-CoV-2".

A pandemia do coronavírus no México é responsável até o momento por 680.931 casos confirmados e 71.978 mortes, de acordo com a Secretaria de Saúde.

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