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CIDH pede ao Chile que proteja memorial da ditadura após denunciar escavadeira no local

Um grupo de ativistas de direitos humanos celebra a memória do falecido presidente Salvador Allende em Santiago, em 11 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. dezembro 2020 - 21:54
(AFP)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) recebeu denúncias de que um importante memorial no Chile está ameaçado por máquinas pesadas que operam no local, informou nesta sexta-feira (11) a agência com sede em Washington. No local, declarado patrimônio histórico, funcionava um centro de tortura e extermínio durante a ditadura.

"A CIDH recebeu denúncias de que desde 8 de dezembro máquinas pesadas estão operando no Sitio de Memoria Escuela de Torturas y Centro de Exterminio exCabañas de Santo Domingo, afetando a integridade desse local de memória", publicou no Twitter o órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA). Também alertou que "provas úteis" em casos de violação de direitos humanos podem ser afetadas.

O lugar que havia sido um balneário para trabalhadores durante o governo de Salvador Allende (1970-1973) foi utilizado como local de detenção clandestino, aproveitando suas cabanas de verão, após o golpe militar liderado por Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973.

A CIDH fez um apelo para o Chile "adotar as medidas de proteção apropriadas, garantindo a preservação do memorial, assim como a de possíveis provas judiciais".

Ana Becerra, 64, que foi foi detida no local em 1975,explicou à AFP que escavadeiras entraram e transportaram areia. "Enquanto retiravam areia, boa parte do nosso lugar desabou", denunciou.

De acordo com a sobrevivente, este "não é o primeiro golpe" sofrido por este patrimônio histórico, já que anteriormente foram derrubadas algumas árvores que são referências em uma investigação para a busca de pessoas desaparecidas.

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