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CIDH pede que a Bolívia garanta direitos humanos após repressão de protestos

Vizinhos do cemitério geral de Cochabamba protestam na Bolívia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. julho 2020 - 16:57
(AFP)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu neste domingo (5) a "garantia" dos direitos humanos na Bolívia depois de que as autoridades reprimiram um protesto no dia anterior e de que grupos civis de direita ameaçaram cortar o abastecimento de água nessa região, nos arredores de Cochabamba, centro do país.

A CIDH lembrou o governo boliviano "suas obrigações de garantir os direitos humanos; de não criminalizar líderes e participantes dos protestos sociais".

Os moradores do bairro de K'ara K'ara, nos arredores de Cochabamba, mantiveram seus protestos neste domingo após a violenta repressão que sofreram no sábado por parte de forças policiais, que utilizaram sobrevoos de helicópteros e aeronaves militares.

Os moradores, majoritariamente de origem indígena quíchua, protestam desde junho porque consideran que um aterro municipal instalado no local é um foco de infecção em tempos de coronavírus. Exigem também a construção de redes domésticas de água potável e a flexibilização da quarentena imposta para frear a pandemia.

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