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Colômbia afasta 31 militares envolvidos em casos de abuso sexual de menores

(2007) Mãe colombiana denuncia o suposto estupro de sua filha, de 13 anos, em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. julho 2020 - 22:22
(AFP)

O Exército da Colômbia afastou nesta sexta-feira 31 militares investigados por abuso sexual de menores, no momento em que a força é questionada pelo estupro de adolescentes indígenas por soldados.

"Hoje foram retirados da instituição 31 militares. Esta medida administrativa foi tomada conforme as normas legais que regulam a administração do pessoal, por decisão do comandante do Exército Nacional", indica um comunicado do alto comando militar.

Embora o boletim não mencione o motivo das baixas, um representante do Exército disse à AFP que as mesmas estão relacionadas a supostos casos de agressão sexual.

Os militares fazem parte de um grupo de 118 soldados investigados por supostos casos de abuso sexual de menores ocorridos desde 2016. Deste total, 45 já foram afastados da instituição, afirmou esta semana o comandante do Exército, Eduardo Zapateiro.

"O Comando do Exército Nacional continua os trabalhos de revisão e avaliação jurídica da situação dos integrantes da instituição, com o objetivo de tomar as decisões administrativas correspondentes", assinala o boletim divulgado hoje.

O alto comando revelou o expediente após ser pressionado por escândalos que envolvem as tropas no estupro de indígenas e que provocaram indignação na Colômbia. Segundo dados da autoridade forense colombiana, mais de 22 mil menores de 18 anos foram vítima de crimes sexuais e 708, de homicídio, no país em 2019.

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