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Colômbia condena ataques a missões médicas em plena pandemia

O presidente colombiano, Ivan Duque, em comunicado aos cidadãos transmitido na televisão em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. maio 2020 - 21:36
(AFP)

O governo colombiano condenou nesta segunda-feira (4) os inúmeros ataques de cidadãos e grupos armados às missões médicas em meio à nova pandemia de coronavírus, além das denúncias de discriminação a profissionais de saúde em meio à crise na saúde por causa da COVID-19.

Os ataques acontecem desde o bloqueio do acesso das ambulâncias a áreas remotas ao roubo de equipamentos e atos discriminatórios, principalmente no norte de Santander (na fronteira com a Venezuela), La Guajira (nordeste) e Valle del Cauca (sudoeste), explicou Luis Fernando Correa, à frente do escritório de gestão territorial, emergências e desastres do Ministério da Saúde.

O governo "repreende qualquer ato violento contra a Missão Médica, uma vez que viola o Direito Internacional Humanitário e os Direitos Humanos", disse Correa em comunicado.

"Pedimos que a comunidade, os pacientes e suas famílias, assim como os grupos fora da lei, respeitem a missão médica", acrescentou.

Correa garantiu que entre janeiro e abril ocorreram 64 ataques contra as missões médicas.

O primeiro contágio do novo coronavírus na Colômbia foi registrado no último 6 de março.

Metade dos casos ocorreu no norte de Santander, uma área com cultivo de narcóticos disputada pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) e grupos de traficantes milicianos ou rebeldes.

Nas últimas semanas, os médicos colombianos relataram casos de discriminação e bloqueio de acesso a transportes públicos, supermercados e residências por pessoas que os consideram fontes de infecção.

O presidente Iván Duque criticou os ataques contra os profissionais da saúde, considerados por ele "heróis".

A Colômbia, confinada desde o último 25 de março, tem até o momento 340 mortes por COVID-19 além de mais de 7.600 casos detectados.

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