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Colômbia reconhece que lanchas militares acabaram na Venezuela por negligência

(Arquivo) O presidente da Colômbia, Iván Duque afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2020 - 19:17
(AFP)

A Marinha da Colômbia reconheceu nesta quarta-feira que três de suas embarcações foram parar na Venezuela, onde permanecem retidas, por suposta negligência de marinheiros, em meio à tensão crescente entre os dois países.

As lanchas estavam amarradas "na foz do rio Meta", soltaram-se no sábado e ficaram à deriva "por cerca de dois quilômetros" pelo departamento de Vichada, até chegarem ao país vizinho", disse à AFP um porta-voz da marinha colombiana.

O fato ocorreu "por absoluta negligência" das tropas responsáveis pelas embarcações, duas delas equipadas com armas de grosso calibre", assinalou o almirante Evelio Ramírez, comandante da Marinha colombiana, em entrevista à Rádio Blu.

O ocorrido gerou um incidente diplomático, 10 dias depois que o goveno de Nicolás Maduro anunciou ter frustrado uma incursão marítima de supostos mercenários americanos, procedentes da Colômbia, que buscavam "cometer atos terroristas". Estados Unidos e Colômbia negaram envolvimento no ocorrido.

Maduro exigiu no último domingo que o presidente colombiano, Iván Duque, solicite formalmente a devolução das embarcações. Dois comandantes, três suboficiais e nove soldados da infantaria foram retirados de seus cargos como parte da investigação dos fatos.

Apesar de dividirem uma fronteira de 2,2 mil quilômetros, Colômbia e Venezuela romperam relações diplomáticas em fevereiro de 2019.

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