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Colaboradores de Guaidó são detidos na Venezuela

(Arquivo) O líder opositor venezuelano Juan Guaidó afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. abril 2020 - 17:08
(AFP)

Dois colaboradores de Juan Guaidó foram presos nesta quinta-feira em Caracas, no dia em que o líder opositor ignorou uma convocação da Justiça envolvendo a investigação por "tentativa de golpe de Estado e magnicídio" do presidente Nicolás Maduro.

Demóstenes Quijada e Maury Carrero foram presos em suas casas durante a madrugada, por agentes da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM), segundo a assessoria de Guaidó, chefe do Parlamento reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por mais de meia centena de países.

"Com esta nova arremetida da ditadura, já são 10 os membros da equipe sequestrados pelas forças de segurança, cinco deles nas últimas 72 horas", assinalou a assessoria no Twitter.

Nem o governo de Nicolás Maduro, nem autoridades policiais e militares, confirmaram as prisões, que coincidem com uma convocação de Guaidó ao Ministério Público nesta quinta-feira.

Segundo o procurador-geral, Tarek William Saab, a convocação se baseia na apreensão, na Colômbia, de armas de fogo que estariam sendo enviadas à Venezuela como parte de um plano de assassinato de Maduro e outros membros do alto escalão.

Guaidó foi envolvido no suposto plano por Clíver Alcalá Cordones, militar reformado próximo ao falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013) e que rompeu com Maduro.

O líder opositor descartou comparecer. "Não faz muito sentido, uma vez que Saab sequer tem funções", disse, em entrevista ao canal eletrônico EVTV, com sede em Miami.

Guaidó desconhece Saab, designado pela Assembleia Constituinte, 100% governista, que, na prática, tomou as funções do Parlamento, único poder controlado pela oposição na Venezuela.

O líder legislativo é alvo de vários processos na Justiça venezuelana.

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