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Com covid-19, Eduardo Pazuello ficará hospitalizado até este domingo

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, em Brasília, 16 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. outubro 2020 - 13:32
(AFP)

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, internado na noite de sexta-feira em um hospital de Brasília com quadro de desidratação dez dias após testar positivo para o novo coronavírus, deverá permanecer no hospital pelo menos até este domingo.

Em um breve comunicado, o hospital DF Star informou neste sábado que Pazuello "encontra-se bem, com quadro de saúde estável, e em processo de hidratação".

"Não houve necessidade de medidas de suporte como suplementação de oxigênio. O ministro deve permanecer no hospital até amanhã, para nova avaliação", acrescentou.

Em seu comunicado nesta sexta-feira, após Pazuello ter dado entrada a este centro médico privado, o ministério anunciou que ele receberia alta em breve.

Pazuello informou ter testado positivo para o coronavírus em 21 de outubro, após sentir febre e dor de cabeça, e desde então cumpre sua agenda em quarentena em Brasília.

Somou-se, assim, a uma lista integrada por mais da metade dos ministros brasileiros, que se contagiaram nos últimos meses e se recuperaram após sentir sintomas leves.

O presidente Jair Bolsonaro, um cético da seriedade do novo coronavírus e muito crítico às medidas de distanciamento social devido ao seu impacto econômico, também se contagiou no começo de julho, assim como a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Pazuello foi oficializado em 16 de setembro como ministro da Saúde quatro meses após assumir o cargo provisoriamente após a saída de dois antecessores, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Tech, por divergências com Bolsonaro sobre as medidas a adotar para combater a pandemia.

Poucos dias depois de assumir o cargo interinamente, em maio, Pazuello autorizou autorizou ampliar para os casos leves o uso de cloroquina e hidroxicloroquina, medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19, mas ativamente promovidas pelo presidente.

O Brasil é o segundo país com mais mortes pelo novo coronavírus, com quase 160.000, atrás dos Estados Unidos.

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