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Congresso rejeita projeto de antecipação de eleições no Peru

(Arquivo) O presidente do Peru, Martin Vizcarra Cornejo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. setembro 2019 - 22:30
(AFP)

O Peru se encaminhava nesta quinta-feira (26) a um novo conflito de poderes entre o presidente Martín Vizcarra e o Congresso opositor, depois que uma comissão parlamentar rejeitou sua proposta de antecipar as eleições para enfrentar a crise institucional no país.

"Foi aprovada por maioria a decisão que arquiva o projeto de lei do Poder Executivo que propõe a antecipação de eleições para 2020", disse a presidente da Comissão de Constituição, Rose Bartra, ao anunciar o resultado da votação.

O projeto, que Vizcarra apresentou há dois meses, propunha antecipar em um ano as eleições gerais (presidenciais e parlamentares) como saída para a crise institucional que afeta o Peru há três anos.

A decisão parlamentar abre as portas para que o governo insista em seu projeto eleitoral, acompanhada de uma moção de confiança, que se for rejeitada permite a Vizcarra fechar o Congresso constitucionalmente e convocar eleições de imediato.

Várias congressistas liberais e de esquerda deixaram a sessão de votação em protesto pela atualização parcializada da maioria de direita da comissão de arquivar o projeto, evitando assim que o plenário se pronuncie.

O partido fujimorista, que controla o Congresso, Força Popular (populista, direita), justificou a decisão de arquivar o projeto porque o Congresso foi eleito por cinco anos, até 2021.

O Peru está mergulhado em um enfrentamento entre o Executivo e o Legislativo desde que o banqueiro Pedro Pablo Kuczynksi venceu com uma apertada margem a populista Keiko Fujimori, em junho de 2016.

Kuczynski renunciou em março de 2018, encurralado pela Força Popular e o escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

Longe de tranquilizar o cenário, a chegada ao poder do então vice-presidente Martín Vizcarra se traduziu em choques recorrentes entre os dois poderes do Estado.

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