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Da Colômbia, López elogia abstenção na Venezuela como um 'grito de liberdade'

O opositor venezuelano Leopoldo López (C) participa de marcha em apoio ao referendo na Venezuela, em Madri, 6 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2020 - 19:59
(AFP)

O opositor venezuelano Leopoldo López, que deixou o exílio na Espanha para visitar a Colômbia, disse nesta quinta-feira (10) que seus concidadãos deram um "grito de liberdade" ao se abster majoritariamente de participar das eleições boicotadas de domingo, que devolveram o controle do Parlamento ao chavismo.

Durante um encontro com o presidente Iván Duque na sede da Presidência, o líder venezuelano denunciou a "fraude eleitoral" forjada pelo governo de Nicolás Maduro desta vez, segundo ele, sob a ameaça de privar de comida quem não votasse em meio à grave deterioração da economia venezuelana.

"A resposta digna do povo venezuelano foi não ouvir esta ameaça e por isso no domingo (...), quando esta fraude eleitoral se perpetuou, o mais significativo foi o silêncio do povo e a não colaboração (...) com esta fraude", disse López na presença de Duque e de outras autoridades colombianas.

O dirigente e aliado de Juan Guidó, a quem meia centena de países reconhecem como presidente encarregado da Venezuela, enfatizou que a alta abstenção - que alcançou os 69% - deve ser ouvida como um "grito de liberdade".

As eleições, que permitirão a Maduro recuperar o Legislativo, o único poder que estava nas mãos da oposição desde 2015, foram boicotadas pelas principais forças antichavistas e não são reconhecidas por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina, como Brasil e Colômbia.

Guaidó organizou uma consulta popular paralela que promove o repúdio ao processo de 6 de dezembro, com a ideia de que a organização possa seguir à frente do Parlamento para além de 5 de janeiro de 2021, quando vence sua legislatura.

López exortou a comunidade internacional a manter não só o reconhecimento a Guaidó como presidente interino, mas a pressão sobre Maduro.

"Nós neste momento dizemos ao mundo que não conseguimos sozinhos, mas precisamos de ajuda (...) para continuar pressionando a ditadura de Nicolás Maduro", declarou.

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