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Denunciadas 113 agressões a jornalistas e veículos na Venezuela em 2018

Trabalhadores do jornal venezuelano El Nacional após a chegada de uma carga de papel jornal, em Caracas, 11 de abril de 2014 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2018 - 01:11
(AFP)

Jornalistas e veículos de comunicação da Venezuela sofreram 113 agressões durante o primeiro semestre de 2018, com o fechamento de jornais por falta de papel, sanções governamentais e bloqueios a sites na internet, denunciou nesta terça-feira (26) o principal sindicato de imprensa do país.

"De janeiro a junho de 2018 foram contabilizados 113 atos de agressão", dos quais 26 são "fechamentos, sanções e bloqueios" contra veículos de mídia e 87, ataques a jornalistas, destacou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) em um relatório.

O SNTP destaca, ainda, que 24 jornalistas foram detidos por "corpos de segurança do Estado".

Segundo o documento, oito jornais tiveram que fechar este ano por falta de papel, monopolizado no país por uma corporação estatal; e vários portais de notícias sofreram bloqueios da estatal CANTV, o principal provedor de telefonia e internet do país.

O SNTP lembra, ainda, um procedimento de sanção, iniciado contra a página web de El Nacional - o principal jornal on-line da oposição, em meio a questionamentos sobre a reeleição do presidente Nicolás Maduro, em 20 de maio.

Já em 2017, segundo a ONG Espacio Público, 51 veículos de comunicação deixaram de operar na Venezuela.

Tudo isso configura, segundo o SNTP, uma situação de "censura imposta pelo governo nacional" e "fechamento de veículos por medidas diretas ou indiretas que buscam frear e controlar a crítica e a auditoria social".

Ante "a falta de garantias para o exercícios (do jornalismo) e a permanente perseguição", o sindicato alerta sobre um êxodo maciço de comunicadores.

Conta-se em 1.328 o número de jornalistas que decidiram deixar o país desde 2012, razão pela qual a entidade pede à Federação Internacional de Jornalistas (FIP) que facilite a eles "o exercício profissional" em seus países de acolhida.

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