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A ministra do Trabalho, Andrea Nahles, afirmou que milhares de trabalhadores e trabalhadoras deste país poderão receber um salário considerado decente.

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Os deputados alemães aprovaram nesta quinta-feira por ampla maioria a instauração de um salário mínimo em todo o país, cumprindo uma das principais exigências dos sociais-democratas, sócios de governo da chanceler conservadora Angela Merkel.

Com 535 votos a favor (de 601), o Bundestag alemão propicia a aplicação, a partir de 2015, de um salário mínimo de 8,5 euros brutos a hora, uma das medidas chave do terceiro mandato da chanceler Merkel.

"O que decidimos hoje tem um significado excepcional para milhares de trabalhadores e trabalhadoras deste país, que por fim poderão receber um salário decente", declarou a impulsionadora do projeto de lei, a ministra do Trabalho social-democrata Andrea Nahles, em um discurso muito aplaudido antes da votação.

O Partido Social-Democrata (SPD) havia apontado a instauração do salário mínimo como uma importante condição para formar uma coalizão de governo com os conservadores de Angela Merkel após as legislativas de setembro de 2013.

Os sociais-democratas precisaram negociar duramente esta iniciativa com os conservadores, reticentes de que o Estado interfira em um âmbito até agora reservado às negociações entre patronal e sindicatos. Finalmente, Merkel autorizou o salário mínimo para garantir a formação de uma coalizão de governo.

Para garantir o maior apoio possível entre a maioria parlamentar, os sociais-democratas aceitaram excluir sob certas condições várias categorias de trabalhadores, como os aprendizes, os desempregados de longa duração durante seis meses, os menores de idade, os vendedores de jornais e os temporários do campo.

Segundo as estimativas do SPD, a medida levará a partir de 1 de janeiro de 2015 a um forte aumento salarial para quatro dos 42 milhões de trabalhadores com os quais a Alemanha conta. Em 2007 mais um milhão de trabalhadores serão beneficiados.

A Alemanha se une, assim, aos 21 países da União Europeia (de um total de 28) que já aplicam um salário mínimo.

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AFP