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Diretora de Saúde Pública de Madri pede demissão em meio a desescalada do confinamento

(Arquivo) A diretora de Saúde Pública de Madri, Yolanda Fuentes afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. maio 2020 - 20:26
(AFP)

A diretora de Saúde Pública de Madri, epicentro da pandemia do novo coronavírus na Espanha, pediu demissão nesta quinta-feira, antes de a região solicitar ao governo um relaxamento do confinamento a partir da próxima segunda-feira, informou um porta-voz regional, sem citar o motivo.

A imprensa espanhola informou que a demissão de Yolanda Fuentes aconteceu por ela não concordar com a flexibilização do confinamento na capital espanhola, região mais atingida do país, com um terço dos 26 mil mortos e dos 221 mil casos notificados.

Sem citar Yolanda, a Comunidade de Madri anunciou que o desconfinamento ficará a cargo de Antonio Zapatero, que dirigiu o hospital de campanha erguido no centro de congressos da capital ante o colapso do sistema de saúde durante o auge da pandemia.

A região de Madri, dirigida por Isabel Díaz Ayuso, militante do Partido Popular (PP, direita) e crítica do governo do socialista Pedro Sánchez, solicitou hoje ao Ministério da Saúde passar à fase 1 do desconfinamento, que permite a reabertura de hotéis e terraços de restaurantes e reuniões de até 10 pessoas.

A decisão de Madri foi tomada após uma forte discussão entre o PP e o partido de centro-direita Cidadãos, parceiros no governo regional, sobre o prosseguimento da desescalada.

O governo espanhol leva adiante um plano para desmontar gradualmente, até o fim de junho, um dos confinamentos mais severos da Europa, em vigor desde 14 de março. As regiões podem solicitar passar para as sucessivas fases, que implicam uma maior flexibilização, se mostrarem que cumprem certos critérios, como ter leitos suficientes ou capacidade de isolar fontes de contágio.

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