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Duque é investigado por suposto financiamento ilegal de campanha na Colômbia

Iván Duque (C) comemora sua vitória nas eleições presidencias de 2018 com sua família e apoiadores em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. agosto 2020 - 16:12
(AFP)

O órgão de vigilância eleitoral da Colômbia anunciou, nesta terça-feira (11), uma investigação contra o presidente Iván Duque pelo suposto financiamento ilegal da campanha que o levou ao poder, em decorrência da suposta contribuição de US$ 300.000 de um magnata venezuelano.

Em um comunicado, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) "abriu um inquérito preliminar" contra o então candidato e seu partido pela "suposta violação dos regulamentos eleitorais sobre o financiamento de campanhas políticas".

A entidade decidiu analisar a disputa que favoreceu Duque, eleito para o período 2018-2022 pelo partido Centro Democrático, com base em conversas interceptadas pela Promotoria.

As conversas envolvem uma ex-colaboradora do ex-presidente Álvaro Uribe - chefe natural dessa força e sobre quem pesa um mandado de prisão domiciliar em outro processo -, a diretora do Centro Democrático, Nubia Martínez, e um suposto narcotraficante que foi assassinado no Brasil em 2019.

Nestes áudios, "fala-se de supostas contribuições econômicas do empresário venezuelano Oswaldo Cisneros por um valor de 300 mil dólares", disse o CNE.

Na Colômbia, as contribuições de estrangeiros para campanhas eleitorais são proibidas.

Em março, a Corte Suprema de Justiça da Colômbia anunciou uma investigação contra o ex-presidente Uribe por sua suposta participação uma compra de votos a favor de Iván Duque.

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