Navigation

ELN anuncia cessar-fogo temporário na Colômbia por coronavírus

(Arquivo) Soldados e policiais colombianos patrulham durante um "ataque armado" de três dias em todo o país convocado por guerrilheiros de esquerda do ELN em Medellín, Colômbia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. março 2020 - 12:35
(AFP)

O ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, anunciou um cessar-fogo de um mês em razão da pandemia de coronavírus, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira por vários senadores que promovem um processo de paz com esse grupo.

Os rebeldes disseram que suspenderão unilateralmente suas ações militares "de 1 a 30 de abril", como "um gesto humanitário (...) com o povo colombiano, que está sofrendo a devastação" da COVID-19.

O Exército de Libertação Nacional (ELN) relembrou em sua declaração a convocação da ONU para um cessar-fogo nos conflitos mundiais e o pedido, "nessa mesma direção", formulado por "organizações sociais e políticas da Colômbia".

No texto divulgado, entre outros, pelo senador de esquerda Iván Cepeda, o ELN esclareceu que durante o cessar-fogo, no entanto, será reservado o "direito" de defesa dos "ataques" das forças estatais.

Da mesma forma, acrescentou a organização, responderá às gangues de narcotráfico com a quais disputa o controle de várias partes do país.

"Fizemos um apelo ao governo de Iván Duque para que ordene o quartel em suas tropas (...)", disse o ELN em seu comunicado, e pediu ao presidente para reativar os contatos com sua delegação em Havana para organizar um "cessar-fogo bilateral e temporário".

Reconhecida como a última guerrilha no país após o acordo de paz que levou ao desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o ELN tem cerca de 2.300 combatentes e uma extensa rede de apoio em pontos urbanos.

Criada em 1964, a organização armada opera em 10% dos 1.100 municípios colombianos, segundo pesquisas independentes.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.