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ELN tem mil guerrilheiros na Venezuela, segundo militares colombianos

Uma bandeira do ELN em Catatumbo, na Colômbia, em 18 de setembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. maio 2019 - 22:45
(AFP)

Ao menos 1.100 membros do Exército de Libertação Nacional (ELN), cerca de 45% dos combatentes desse grupo guerrilheiro guevarista, estão refugiados na Venezuela, disse nesta quarta-feira o comandante das Forças Militares da Colômbia.

"Estamos falando de mais ou menos de 45% do efetivo do ELN (...), cerca de 1.100 homens", declarou o general Luis Fernando Navarro a jornalistas em Cartagena.

O ELN, reconhecido como o último grupo guerrilheiro da Colômbia após o desarmamento das Farc em 2017, conta com cerca de 2.300 combatentes e uma extensa rede de apoio, revelou uma fonte do Comando das Forças Militares à AFP.

Navarro garantiu que entre os rebeldes que se refugiam no país vizinho, com o qual a Colômbia compartilha uma porosa fronteira de 2.200 km, há membros do Comando Central (Coce), o órgão de comando do ELN e de seu Estado-Maior.

O oficial destacou que o comandante guerrilheiro Gustavo Aníbal Giraldo, conhecido como Pablito, "permanece" no estado venezuelano de Apure.

Pablito, por quem o governo colombiano oferece uma recompensa de 1,3 milhão de dólares, é o homem forte e com maior capacidade de fogo do grupo guevarista, segundo especialistas.

"Sempre denunciamos que lá permanecem essas estruturas e seus líderes", afirmou o general.

Desde o governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-10), a Colômbia tem denunciado que a Venezuela dá refúgio ao ELN e a integrantes das Farc, acusações que Caracas nega.

Os países do Grupo de Lima - que conta com a Colômbia - questionaram num comunicado divulgado na sexta-feira passada "a proteção" do governo de Nicolás Maduro "a grupos terroristas que operam no território da Colômbia".

A Venezuela, que rompeu relações com a a Colômbia em fevereiro passado, foi ao lado do Chile um dos países que acompanharam os diálogos do governo do ex-presidente Juan Manuel Santos (2010-2018) com as Farc, que derivaram na assinatura de um histórico acordo de paz em 2016.

Além disso foi nomeada como mediadora das negociações desenvolvidas por Santos com o ELN em Cuba, suspensas pelo presidente Iván Duque, que assumiu o poder em agosto, após um atentado dos rebeldes contra uma academia de polícia em janeiro que deixou 22 mortos em Bogotá.

Santos e agora Duque lideram ao lado dos Estados Unidos a pressão diplomática contra a "ditadura" de Maduro e reconhecem o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

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