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Epicentro de COVID-19 na Bolívia tem também mais casos de violência doméstica

Homens vestindo roupas de proteção carregam o caixão de um médico que morreu de COVID-19, no cemitério Memorial de Santa Cruz, em 2 de abril de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. abril 2020 - 21:03
(AFP)

A região de Santa Cruz, que possui metade dos casos de coronavírus na Bolívia, tem o maior número de atos de violência doméstica do país no período de confinamento.

A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Promotoria, que lançou uma campanha para denunciar crimes deste tipo.

"Há 545 casos de violência familiar registrados, com o departamento de Santa Cruz com a maior incidência, com 221 ocorrências" entre 31 de março e 12 de abril, disse Pilar Díaz, da promotoria especializada em crimes de violência sexual.

A Promotoria não informou dados comparativos de outros períodos, mas encorajou "todas as pessoas que sofrem violência dentro de suas casas a denunciarem seus agressores" por telefone.

Díaz atribuiu os índices de violência ao fato de que "nesse período ocorrem mudanças fundamentais no lar, como a ansiedade gerada pelo confinamento, preocupações financeiras, assistência às crianças, falta de atividades e questões psicológicas relacionadas ao medo do vírus".

Com 105 casos, La Paz ocupa o segundo lugar em violência doméstica e Cochabamba, com 82, o terceiro em um ranking semelhante ao dos infectados pelo coronavírus, segundo a promotoria.

Durante a primeira semana de quarentena, a Bolívia registrou três feminicídios, segundo a Força Especial de Combate à Violência (Felcv).

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), a Bolívia e o Paraguai têm as maiores taxas de feminicídios na América do Sul, de 2 e 1,6 a cada 100.000 mulheres, respectivamente.

A Bolívia terminou o ano de 2019 com um total de 117 feminicídios, 13 a menos que em 2018.

O último relatório oficial contabilizou 354 infectados por coronavírus e 28 mortes.

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