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Erdogan participa de uma reunião de membros do AKP

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O primeiro-ministro turco, o islamita conservador Recep Tayyip Erdogan, que dirige o país há 11 anos, entrou oficialmente, nesta terça-feira, na corrida pela presidência, que será disputada pela primeira vez por sufrágio universal direto, declarou Mehmet Ali Sahin, vice-presidente do Partido Governamental da Justiça e Desenvolvimento (AKP).

O anúncio provocou uma estridente ovação de uma multidão de 4.000 convidados presentes na Câmara do Comércio de Ancara, durante a reunião dos dirigentes do partido no poder.

A vitória do homem forte nas eleições de 10 e 24 de agosto não deixa dúvidas. Seu triunfo, salvo alguma surpresa, para um período de mais cinco anos converterá Erdogan no dirigente que mais anos permaneceu no poder desde Mustafá Kemal Atatürk, fundador da República da Turquia em 1923.

Depois de vários meses de suspense cuidadosamente articulado, a entrada de Erdogan na disputa parecia indubitável desde a arrasadora vitória do AKP nas eleições locais de 30 de março passado, apesar dos escândalos de corrupção e das manifestações contra seu regime.

O atual chefe de Estado, Abdulah Gül, levantou as últimas dúvidas no domingo passado, ao declarar que não se apresentaria para um segundo mandato.

Erdogan deverá ceder o cargo de premiê depois das eleições legislativas de 2015 devido a uma regra interna do AKP, que impede que seus dirigentes se mantenham por mais de três legislaturas seguidas no mesmo posto. No entanto, deixou claro há meses que não se retiraria da política.

Frequentemente descrito por seus partidários e por seus adversário como um novo sultão da Turquia, Erdogan é claramente o político mais popular deste país majoritariamente conservador e apegado à religião muçulmana.

Embora muito criticado, é considerado também o artífice do desenvolvimento econômico da Turquia desde o início dos anos 2000.

AFP