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Estado de São Paulo prevê mais de 100.000 mortes em seis meses por COVID-19

Vista aérea do cemitério Vila Formosa, o maior da América Latina, nos arredores de São Paulo, 31 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. abril 2020 - 19:11
(AFP)

O governo de São Paulo prorrogou por duas semanas as medidas de quarentena no estado, mas prevê que, mesmo com as restrições, registrará 111.000 mortes pelo novo coronavírus nos próximos meses, segundo um balanço apresentado nesta segunda-feira (6).

Epicentro da pandemia no Brasil, o estado totaliza 4.620 casos e 275 mortes por COVID-19.

O cenário de restrições à circulação prevê 1.300 óbitos até 13 de abril, enquanto que se nenhuma medida tivesse sido aplicada, este número chegaria a quase 5.000, e no semestre a 270.000, disse o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa.

Também presente na coletiva, o governador João Doria, decidiu estender por mais duas semanas a quarentena que entrou em vigor em 24 de março. Com a medida, continuarão funcionando apenas os estabelecimentos comerciais considerados essenciais, como supermercados e farmácias, entre outros.

Doria disse que a orientação para os prefeitos dos 645 municípios do estado é que "cumpram com sua obrigação para não permitir o funcionamento do comércio, exceto o essencial".

O governador admitiu ter havido nos últimos dias um aumento da circulação de pessoas na capital, São Paulo, mas descartou por enquanto adotar medidas mais rígidas para restringir os deslocamentos dos cidadãos.

"Quero deixar claro que se houver desrespeito e continuarmos flagrando pessoas nas ruas e ajuntamento nas ruas de forma desnecessária, nós complementaremos com outras medidas e vamos anunciando isso gradualmente", disse Doria.

O governador também esclareceu que as forças de segurança do estado estão autorizadas a dispersar aglomerações. A primeira medida, disse, deve ser de orientação e a segunda, coercitiva.

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