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EUA asseguram na ONU que corrupção na Venezuela ameaça paz regional

Embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, em 8 de agosto de 2018, na ponte internacional Simón Bolívar em Cúcuta, Colômbia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. setembro 2018 - 19:24
(AFP)

A corrupção na Venezuela ameaça a segurança na região, afirmou nesta segunda-feira (10) um funcionário americano de alto escalão na ONU, antes de uma reunião do Conselho de Segurança que discutirá a portas abertas o tema a pedido de Washington.

"Esta tarde nos aprofundaremos em uma das crises humanitárias mais terríveis que já surgiram na América Latina", disse a jornalistas Marshall Billingslea, secretário adjunto de financiamento terrorista no Tesouro americano, um dos oradores da reunião do Conselho.

"É o caso da Venezuela, onde a corrupção claramente apresenta uma ameaça direta à paz regional e à estabilidade", acrescentou.

Outra das oradoras desta tarde no Conselho será Mercedes de Freitas, diretora executiva da ONG Transparência Venezuela.

Cerca de 2,3 milhões de venezuelanos fugiram do país desde que este entrou em crise em 2014, segundo a ONU, em meio a uma severa escassez de alimentos e medicamentos.

"Quando vemos que os poderosos se tornam cada vez mais ricos às custas dos indefesos e vemos que há frustração, sabemos que isso leva a protestos, e os protestos a conflitos, e os conflitos levam ao Conselho de Segurança e depois todos temos que lidar com isso", afirmou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

A tensão entre Washington e Caracas aumentou neste fim de semana depois que o jornal New York Times informou que diplomatas americanos se reuniram várias vezes secretamente com militares venezuelanos que planejavam um golpe contra o presidente Nicolás Maduro.

As reuniões incluíram um ex-comandante militar venezuelano que aparece na lista de sancionados pelo governo americano, segundo o jornal.

Os Estados Unidos, contudo, não deram qualquer apoio material aos dissidentes apesar de seus pedidos, e os planos de um golpe fracassaram após a recente prisão de dezenas de militares rebeldes, apontou o NYT.

Haley não quis comentar as informações nesta segunda-feira e limitou-se a indicar que Maduro "fala de qualquer coisa para distrair do que está acontecendo" na Venezuela.

O Conselho de Segurança já analisou a crise venezuelana em maio de 2017, também a pedido dos Estados Unidos, mas o encontro foi a portas fechadas. Na ocasião, Haley advertiu que a Venezuela poderia seguir o caminho da Síria.

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