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Ex-guerrilheiro da Guatemala acusado de assassinar militares é preso no México

(2016) O ex-guerrilheiro Cesar Montes (c) participa de manifestação na Cidade da Guatemala pelo cumprimento dos acordos de paz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. outubro 2020 - 01:10
(AFP)

O ex-comandante guerrilheiro guatemalteco César Montes, 78, foi preso neste sábado no México, acusado pela morte de três soldados em 2019, fato que levou o governo de seu país a decretar estado de sítio em 22 municípios e declará-lo o homem mais procurado da Guatemala.

Montes, ou Julio César Macías López, foi preso no estado de Guerrero por elementos da Interpol do México e entregue às autoridades da Guatemala, informou o vice-ministro do Interior guatemalteco, Gendri Reyes.

O governo do então presidente Jimmy Morales (2016-2020) decretou estado de sítio em 4 de setembro de 2019, um dia depois do incidente, que foi apresentado pelo Exército como uma emboscada no povoado caribenho de Estor, considerado um corredor do narcotráfico e área de conflitos sociais devido à exploração de minas.

Montes, fundador da guerrilha guatemalteca e posterior integrante das Forças Armadas Rebeldes (FAR), participou por 36 anos da guerra civil em seu país, encerrada em dezembro de 1996, com a assinatura de acordos de paz. O conflito armado deixou 200 mil mortos ou desaparecidos, segundo a ONU.

O ex-guerrilheiro é acusado pelos crimes de assassinato e associação criminosa, entre outros. Em entrevista à AFP no ano passado, Montes, que passou à clandestinidade, negou envolvimento na emboscada e a versão do Exército de que é um aliado dos narcotraficantes.

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