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Ex-ministros da Educação criticam política de Bolsonaro para área

Ex-ministro da Educação Cristovam Buarque fala sobre as políticas para a área adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro, num evento na Universidade de São Paulo, em 4 junho de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. junho 2019 - 21:42
(AFP)

Seis ex-ministros da Educação expressaram nesta terça-feira (4) preocupação pelas medidas adotadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para a área, que geraram recentemente grandes protestos pelo país.

"Com espanto, porém, vemos que, no atual governo, ela (a educação) é apresentada como ameaça. Nessa perspetiva, o futuro não parece promissor para o Brasil", expressaram numa carta conjunta os ex-ministros da pasta José Goldemberg (1991 a 1992, governo Fernando Collor), Murilo Hingel (1992 a 1995, governo Itamar Franco), Cristovam Buarque (2003 a 2004, governo Luiz Inácio Lula da Silva), Fernando Haddad (2005 a 2011, governo Luiz Inácio Lula da Silva), Aloizio Mercadante (2012 a 2014, governo Dilma Rousseff) e Renato Janine Ribeiro (2015, governo Dilma Rousseff).

Os ex-ministros, reunidos para um evento na Universidade de São Paulo, anunciaram também a criação de um Observatório da Educação, com o objetivo de debater as prioridades do setor.

"Embora de partidos e governos diferentes, tentamos fazer com que o país saísse da tragédia da educação. Tanto no atraso tecnológico como no atraso da desigualdade. Estamos aqui porque sentimos uma ameaça nessa marcha que foi feita nas últimas décadas", declarou Cristovam Buarque.

Buarque comparou a retórica do governo Bolsonaro para a educação ao suicídio coletivo em 1978 dos integrantes da seita Templo dos Povos na Guiana, liderada pelo americano Jim Jones. "Estamos negando a educação", disse o professor e senador. "Nessa perspectiva, o futuro não parece promissor para o Brasil", acrescentou.

O ministério da Educação tem sido uma das áreas mais polêmicas do atual governo. Ricardo Vélez assumiu a pasta após a posse de Bolsonaro, mas foi demitido com após menos de quatro meses, período em que chegou a propor que os estudantes deveriam se filmados cantando o hino nacional e reverenciando a bandeira nacional.

Seu sucessor, Abraham Weintraub, à frente do ministério desde abril, já enfrentou duas grandes mobilizações em massa de estudantes e professores após anunciar cortes nas verbas das universidades e instituições de ensino federais e dizer que algumas delas "semeavam a balbúrdia".

Ex-ministros do Meio Ambiente e da Justiça também se uniram para questionar as políticas de Bolsonaro nessas áreas.

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