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Ex-presidente Correa ganha primárias e será candidato a vice-presidente do Equador

O ex-presidente equatoriano Rafael (2007-2017) Correa em foto de 9 de outubro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. agosto 2020 - 01:05
(AFP)

O ex-presidente equatoriano Rafael Correa, que reside na Bélgica e enfrenta vários processos judiciais com ordens de prisão, venceu neste sábado nas eleições primárias da organização Centro Democrática para formar um binômio junto com o candidato à presidência Andrés Arauz, disse que guarda política.

"Andrés Arauz e Rafael Correa foram ratificados nas eleições primárias do Centro Democrático, que faz parte da coalizão União pela Esperança (UNES), como Binômio presidencial e vice-presidencial", informou o movimento em nota.

O ex-governador (2007-2017) havia anunciado na terça-feira a indicação desse binômio para as eleições de fevereiro próximo por uma coalizão de esquerda, mas para oficializá-la teria que cumprir a exigência das eleições anteriores, prevista na legislação eleitoral equatoriana.

O grupo político acrescentou que "realizou suas primárias eletronicamente e também definiu as candidaturas de parlamentares nacionais, provinciais e andinos", chefiados pela irmã de Correa, Pierina.

Arauz, de 35 anos, graduado em Economia nos Estados Unidos e no México, foi ministro coordenador do Conhecimento e Talento Humano na gestão do ex-presidente socialista.

Correa, também economista, 57 anos e três vezes eleito, não pode se candidatar à presidência porque a Constituição impede a reeleição mais de uma vez após ser reformada por iniciativa de seu sucessor e ex-aliado Lenín Moreno, que se tornou seu principal adversário político.

O Supremo Tribunal Nacional de Justiça do Equador confirmou há um mês para o ex-presidente e vários de seus ex-colaboradores a pena de oito anos de prisão por suborno, processo em que foi julgado à revelia e que está na última fase de cassação, por o que a frase ainda não foi executada.

Correa também enfrenta uma ordem de prisão para ser processado pelo sequestro de um oponente equatoriano na Colômbia em 2012, crime pelo qual ele não pode ser processado à revelia.

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