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Ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram preso pela segunda vez em três meses

(Arquivo) O ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. agosto 2020 - 14:22
(AFP)

O ex-presidente equatoriano Abdalá Bucaram, destituído em 1997 e agora alvo de supostos casos de corrupção, foi preso nesta quarta-feira (12) em Guayaquil (sudoeste) para esclarecer se está associado à morte de um prisioneiro israelense, em sua segunda prisão em três meses, informaram autoridades.

"O crime que está sendo investigado neste momento está relacionado com a morte de um cidadão israelense que foi privado de liberdade", disse a ministra do Interior, María Paula Romo, à rádio WQ.

Acrescentou que "as investigações realizadas pelo Ministério Público, e que finalmente um juiz terá de julgar, são aquelas que poderão determinar o grau de participação, existente ou não, no crime investigado".

O ente acusador informou que além de Bucaram, que já está sendo investigado por suposto tráfico ilícito de armas e munições, também foi preso um funcionário da Agência Metropolitana de Trânsito (AMT) de Quito.

"O ex-presidente Abdalá B. e um funcionário da AMT são detidos em operações simultâneas (...). Eles estão sendo investigados por suposto crime organizado", de acordo com o Ministério Público por meio de sua conta no Twitter.

O Ministério Público acrescentou que o caso "envolveria" Jacobo, o primogênito de Bucaram, e três funcionários da AMT "contra os quais uma investigação foi iniciada em maio passado", após a prisão de dois israelenses que estavam envolvidos na venda irregular de suprimentos médicos no meio de a crise na Saúde por causa da COVID-19.

Os estrangeiros, que alegaram ter vendido para Jacobo testes para o novo coronavírus por mais de US$ 300 mil em dinheiro, foram atacados no sábado em sua cela na prisão de Guayaquil, terminando com um deles morto e o outro ferido.

Em fevereiro de 1997, depois de ser destituído pelo Parlamento da presidência do Equador, em meio a protestos e apenas seis meses após assumir o cargo, Bucaram viveu no exílio por duas décadas no Panamá.

Como resultado dos escândalos de corrupção envolvendo os Bucaram, o ex-presidente declarou-se vítima do governo Moreno e se declarou candidato à presidência nas eleições gerais de fevereiro.

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