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Facebook remove grupo pró-Trump que tentava interromper contagem de votos nos EUA

O Facebook tem sofrido pressão para combater a desinformação referente à eleição de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. novembro 2020 - 22:31
(AFP)

O Facebook removeu nesta quinta-feira (5) um grupo formado por apoiadores do presidente Donald Trump, que fazia chamados "preocupantes" à violência e incitava a interrupção da contagem de votos das eleições, nas quais o presidente aspira a um segundo mandato.

O grupo 'Stop the Steal' (Detenham o roubo) havia chegado a quase 350.000 membros na tarde desta quinta-feira, antes de a gigante das redes sociais intervir.

A medida foi adotada enquanto a apuração dos votos da eleição de 3 de novembro continuava em um punhado de estados que determinarão quem será o próximo presidente dos Estados Unidos: o republicano Trump ou seu adversário, o democrata Joe Biden.

"Em linha com as medidas excepcionais que estamos adotando durante este período de maior tensão, eliminamos o grupo 'Stop the Steal' (Detenham o Roubo), que estava criando eventos no mundo real", informou o Facebook em resposta à AFP.

"O grupo se organizou em torno da deslegitimação do processo eleitoral e advertimos para os preocupantes chamados à violência por parte de alguns membros do grupo", acrescentou.

O grupo pedia que as pessoas fossem às ruas para proteger o que chamava de "integridade" do voto, segundo o jornal The Washington Post, e estimulava doações para enviar a apoiadores em estados-chave, como Geórgia (sudeste) e Pensilvânia (nordeste).

Alguns comentários diziam que o país estava "à beira de uma guerra civil" e perguntavam sobre como "derrubar o governo", segundo o jornal.

Desde o dia das eleições, Trump tem publicado tuítes pedindo a interrupção da apuração e afirmado - sem apresentar provas - que houve fraude eleitoral.

"Parem de contar!", "Detenham a fraude!", tuitou em letras maiúsculas o presidente, que garante ter vencido as eleições, apesar de os resultados preliminares favorecerem o democrata Joe Biden.

O Twitter marcou quase a metade das mensagens postadas pelo republicano desde a noite das eleições, advertindo para a natureza "enganosa" dos comentários.

Facebook e Twitter, que haviam antecipado o risco de desinformação e chamados à violência se o resultado eleitoral atrasar, tomaram várias medidas para evitá-los.

O Facebook implementou uma política de proibição de propaganda política após o fechamento das urnas e um porta-voz da rede social explicou que a medida vai durar por cerca de uma semana e seu objetivo é "reduzir a possibilidade de confusão ou abuso".

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