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Fim do Neandertal é relacionado à baixa da fertilidade

Uma representação do neandertal exposta em março de 2018 no Museu do Homem de Paris afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. maio 2019 - 22:33
(AFP)

Uma leve queda da fertilidade das jovens neandertais ao longo de milhares de anos poderia explicar o desaparecimento desta antiga espécie humana, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica americana PLOS ONE.

Os homens e mulheres neandertais viveram na Europa entre 400.000 e 40.000 anos antes de nossa era e seu desaparecimento coincidiu com a chegada do homo sapiens, nossa espécie.

Mas as razões da extinção continuam sendo um enigma: massacres dos sapiens? Epidemias? Ou o progressivo enfraquecimento diante de um sapiens mais astuto e que monopolizava mais recursos?

Os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França desenvolveram um modelo matemático simples para simular cenários que poderiam desembocar no desaparecimento dos neandertais em 10.000 anos ou menos, que é o período de tempo durante o qual os cientistas acreditam que ocorreu o declínio.

Fazendo variar os parâmetros e incorporando o pouco que se sabe sobre estes antigos humanos, os autores concluíram que algumas hipóteses são improváveis: por exemplo, um aumento da mortalidade infantil ou de adultos relacionada com conflitos ou epidemias.

"Isto leva a um desaparecimento rápido demais da população neandertal!", escreveu à AFP Silvana Condemi, antropóloga da Universidade de Aix Marsella e coautora do estudo.

"Por outro lado, uma diminuição muito leve da fertilidade, exclusivamente nas mulheres mais jovens (menores de 20 anos), permite chegar ao desaparecimento da população nos tempos conhecidos", explicou. "Esta baixa na fertilidade é muito pequena, mas é suficiente durante um tempo longo para fazer desaparecer o neandertal".

Talvez a chegada do homo sapiens tenha provocado uma paulatina pressão sobre os alimentos disponíveis para os neandertais. "Uma redução dos alimentos, e portanto de calorias, é prejudicial para a gravidez", disse Condemi.

Mas nesse ponto a pesquisa esbarra em seu limite: os pesquisadores insistem em que conseguem explicar o "como", mas não o "porque". Enquanto os fósseis desse período continuarem sendo escassos, os cientistas continuarão fazendo hipóteses de porque as jovens neandertais começaram a gerar menos bebês.

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