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Gaivotas australianas são portadoras de bactérias que podem infectar humanos

(Arquivo) Gaivotas aproveitam restos de comida deixados por pessoas na praia de Bondi, na cidade australiana de Sydney afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. julho 2019 - 12:32
(AFP)

As gaivotas prateadas australianas são portadoras de "superbactérias" resistentes aos antibióticos que poderiam provocar graves infecções em seres humanos, anunciou um grupo de cientistas.

A publicação do estudo coordenado por cientistas da Universidade Murdoch de Perth coincide com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as infecções bacterianas que os medicamentos modernos não conseguem curar.

Quase 20% das gaivotas prateadas australianas estariam infectadas por bactérias extremamente resistentes, como o E. Coli, segundo o estudo publicado pelo Journal of Antimicrobial Chemotherapy.

Os pesquisadores afirmam que as aves foram infectadas ao entrar em contato com excrementos humanos, provavelmente por meio da água de esgoto ou fraldas de bebês descartadas.

"O que encontramos, e não esperávamos encontrar, forma elevados níveis de E. Coli resistentes, algo muito incomum", afirmou à AFP AFP Mark O'Dea, da Universidade Murdoch.

"Grande quantidade destas bactérias eram humanas, ou seja as gaivotas foram contaminadas, de uma maneira outra, por humanos. Não eram bactérias de gaivotas".

As bactérias E. Coli podem provocar infecções urinárias, meningite ou septicemia.

A OMS advertiu no ano passado que o mundo carecerá de antibióticos eficazes.

A agência vinculada à ONU pediu aos países e aos grupos farmacêuticos a criação de uma nova geração de medicamentos capazes de combater as "superbactérias".

Mark O'Dea explicou que o risco de que as gaivotas infectem os humanos é "muito pequeno", mas existe.

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