Navigation

Governo boliviano acusa afilhado político de Evo Morales de enriquecimento ilícito

O candidato à presidência da Bolívia Luis Arce (MAS) cavalga durante a campanha, 8 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. outubro 2020 - 21:11
(AFP)

Quase uma semana antes das eleições presidenciais na Bolívia, o governo de direita acusou de enriquecimento ilícito o candidato esquerdista Luis Arce, afilhado político do ex-presidente Evo Morales, que respondeu nesta quinta-feira (8) dizendo que seus acusadores não apresentaram evidências.

O procurador-geral do Estado, Alberto Morales, subordinado ao governo, garantiu que a Unidade de Investigações Financeiras (UIF) "apresenta movimentações econômicas anômalas, irregulares e sem justificativa legítima nas contas do ex-ministro Arce e sua família".

O procurador indicou que entregaria essas informações ao Ministério Público para abrir uma investigação.

Arce respondeu em carta pública dizendo que seus acusadores "até agora não apresentaram uma única prova de suas calúnias e difamações, portanto não têm credibilidade", depois que o promotor informou no dia anterior sobre sua suposta movimentação econômica irregular.

O ex-ministro da Economia durante o governo Morales (2006-2019) afirmou que as autoridades "recorrem à mentira, à perseguição política,violência, criminalização e repressão".

Arce afirmou ainda que essas denúncias, dias antes das eleições, são "cortinas de fumaça criadas por" seus opositores "para distrair, provocar, fragmentar e afetar" seus apoiadores.

O procurador havia dito que os movimentos econômicos irregulares de Arce detectados pela UIF são de cerca de seis milhões de bolivianos (aproximadamente US$ 862.000), entre 2011 e 2019.

A polarização política está acentuada com a aproximação das eleições de 18 de outubro.

Um relatório do escritório de La Paz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos indicou 27 ataques físicos e destruição de propriedades de partidos políticos desde setembro.

Arce lidera a pesquisa nacional de intenção de voto da Fundação Católica Jubileu com 29,2%, seguido do ex-presidente centrista, Carlos Mesa (19%), e do candidato de direita, Luis Fernando Camacho (10,4%).

A Constituição declara vencedor no primeiro turno o candidato que obtiver os 50% e mais um voto ou 40% dos votos com 10 pontos de vantagem sobre o segundo.

Se não houver vencedor no primeiro turno, haverá uma segunda votação no dia 29 de novembro entre os dois candidatos mais votados.

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.