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Governo boliviano investiga suposto relacionamento de Evo Morales com menor

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales gesticula durante uma entrevista coletiva em Buenos Aires, em 21 de fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. agosto 2020 - 23:56
(AFP)

O Ministério da Justiça da Bolívia abriu uma investigação sobre um suposto relacionamento amoroso do ex-presidente Evo Morales com uma menor de idade, com quem ele teria tido um filho, após receber uma denúncia anônima, anunciou nesta terça-feira (18) o vice-ministro Guido Melgar.

"Este é um tema bastante, bastante delicado: trata-se da existência de uma menina. Então, não queremos ser imprudentes de estar jogando isto para o público sem ter as provas necessárias que demonstrem que o ex-presidente Morales manteve um relacionamento com uma menor de idade e, inclusive, teve um filho", declarou Melgar à rádio Fides.

"Chegou a nós documentação, nos fizeram a denúncia" no Ministério, ao qual estão subordinados escritórios de proteção a mulheres e crianças, e "estamos fazendo as investigações pertinentes para estar plenamente certos de que o fato existiu", acrescentou Melgar, vice-ministro de Transparência Institucional.

O governo de direita da presidente interina Jeanine Áñez, que substituiu Morales após sua renúncia no ano passado, fez várias acusações contra o ex-chefe de Estado, entre elas as de insurreição e terrorismo devido à violência social ocorrida entre outubro e novembro de 2019, um processo que tramita na Procuradoria.

Morales chegou ao poder em 2006 e demitiu-se em novembro de 2019, após uma revolta social em repúdio à sua vitória nas eleições celebradas um mês antes. Ele está refugiado na Argentina e não fez comentários sobre este caso.

Seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS) tampouco se manifestou.

Além do caso investigado, a imprensa boliviana noticiou outro suposto relacionamento amoroso entre o ex-presidente Morales, de 60 anos, e uma jovem de 19 anos, que teria começado quando ela era menor.

A Morales, que é solteiro e tem dois filhos, também foi atribuído em 2016 um relacionamento com Gabriela Zapata, ex-gerente da empresa chinesa CAMC, à qual o Estado boliviano concedeu contatos milionários.

O então presidente denunciou que a notícia sobre este suposto relacionamento teria causado sua derrota em um referendo que lhe negou a possibilidade de uma nova reeleição. No entanto, em 2017 a corte constitucional o autorizou a se candidatar novamente.

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