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Governo da Colômbia está preocupado mas não surpreso com ex-líderes das Farc

O alto comissário para a Paz do governo colombiano, Miguel Ceballos, participa de entrevista coletiva nos EUA afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. agosto 2019 - 17:19
(AFP)

O alto comissário para a Paz do governo colombiano, Miguel Ceballos, considerou nesta quinta-feira "preocupante", mas não surpreendente, o anúncio de líderes rebeldes que deixaram o acordo de paz para retomar a luta armada.

"Não há surpresa para o governo nacional. Infelizmente essas pessoas já haviam deixado claro, com seu comportamento, que dariam as costas ao acordo de paz", disse Ceballos em entrevista à Blu Radio.

No entanto, ele enfatizou, "é um anúncio muito perturbador".

Em um vídeo postado no YouTube, Iván Márquez, ex-número dois da guerrilha dissolvida das FARC, reapareceu vestido de verde militar anunciando seu retorno às armas junto com outros chefes rebeldes que se afastaram do acordo de paz na Colômbia.

O paradeiro de Márquez era desconhecido há mais de um ano, quando ele decidiu se distanciar dos compromissos assinados em novembro de 2016.

O ex-negociador alegou violações do Estado aos acordos que levaram ao desarmamento da maior parte dos combatentes do que era a guerrilha mais poderosa da América, hoje transformada em partido político.

No vídeo, Márquez aparece com os líderes rebeldes Jesús Santrich e Hernán Darío Velásquez, também conhecido como El Paisa. Os três são ladeados por 17 homens e mulheres armados e uma faixa que diz "Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia FARC-EP".

O comissário do governo pediu à justiça de paz que exclua os guerrilheiros dos benefícios legais acordados no acordo de paz e emita "os correspondentes mandados de prisão".

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