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Governo Maduro chama de 'aberração' proposta de novas eleições na Venezuela

'Que o usurpador assuma sua responsabilidade e aceite a oferta que a comunidade internacional lhe fez", tuitou Guaidó, presidente do Parlamento venezuelano e reconhecido como presidente interino por meia centena de países, liderados pelos EUA afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. março 2020 - 17:04
(AFP)

O governo socialista de Nicolás Maduro rejeitou nesta terça-feira (31) a proposta dos Estados Unidos de que o presidente e o líder opositor Juan Guaidó se afastem do poder para celebrar novas eleições presidenciais na Venezuela, chamando-a de "aberração".

"A Venezuela é um país livre, soberano, independente e democrático que não aceita, nem aceitará jamais tutela alguma de nenhum governo estrangeiro", destacou um comunicado divulgado pelo chanceler Jorge Arreaza.

"A política dos Estados Unidos para a Venezuela extraviou seu rumo (...), transita da extorsão e ameaça funcionários do governo boliviano, incluindo recompensas por sua captura, até a apresentação de uma aberração de acordo para a instalação de seu suposto governo de transição inconstitucional", acrescenta o documento.

Mais cedo, o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, exortou Maduro e Guaidó a se afastarem para organizar um "governo de transição", que convoque eleições presidenciais.

"Nicolás Maduro deve sair", disse Pompeo, ratificando seu apoio ao líder opositor, a quem a Casa Branca reconhece como presidente encarregado da Venezuela, juntamente com outros 50 países.

Guaidó pediu que Maduro aceite a proposta dos Estados Unidos, cuja justiça indiciou na quinta-feira por "narcoterrorismo" o governante chavista e ofereceu 15 milhões de dólares por informações que ajudem em sua captura.

"Que o usurpador assuma sua responsabilidade e aceite a oferta que lhe fez a comunidade internacional", escreveu Guaidó em sua conta no Twitter.

O governo da Colômbia anunciou, através de sua chancelaria, o apoio ao plano americano que "está em linha com as propostas e projetos do Grupo de Lima apresentados no último ano" para "uma solução política, pacífica e liderada pelos proponentes venezuelanos (...) como única forma de resolver a grave crise multidimensional que o país atravessa".

A oposição venezuelana acusa Maduro de ter sido reeleito de forma fraudulenta em 2018 e o considera um "usurpador" do poder.

Guaidó disse ter se comunicado com Pompeo para "agradecer o apoio" à "formação de um governo de emergência" para resolver a crise. "Estamos dando os passos certos", afirmou.

Em setembro passado, em negociações frustradas com Maduro, Guaidó propôs criar um "conselho de governo de transição". A iniciativa "implicaria na saída imediata de Maduro e meu afastamento do cargo até uma eleição presidencial real, verificável", destacou, então, o líder opositor.

No domingo, Guaidó propôs "um governo de emergência" diante da pandemia do novo coronavírus, com 135 casos e três mortes na Venezuela.

No entanto, é "a administração Trump que deve se afastar", manifestou o comunicado oficial difundido por Arreaza, ao pedir a suspensão das sanções financeiras de Washington contra o país caribenho e sua indústria petroleira.

Guaidó foi convocado pela Procuradoria venezuelana na quinta-feira por uma investigação de um suposto plano de "golpe de Estado" e "magnicídio", informou nesta terça o procurador-geral, Tarek William Saab.

Os Estados Unidos advertiram que prendê-lo seria o "último erro" de Maduro.

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